-Primeiro foi a sucursal deste jornal em Curitiba: a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná (CCLPL) está negociando parceria com grupos internacionais. Apesar dos detalhes, não faltou quem tentasse negar a informação. Mas a repórter Vânia Casado confia na fonte. Agora, outros veículos dão a mesma informação: CCLPL vai anunciar parcereia com grupo estrangeiro.
-Ontem, o assuntou ganhou a imprensa nacional. Também a Agência Folha: A CCLPL, que comercializa a marca Batavo, pretende anunciar nas próximas três semanas a associação com um grupo estrangeiro do ramo de alimentos. A marca Batavo detém cerca de 10% do mercado nacional de iogurtes, carro-chefe da produção da CCLPL. O mercado é liderado pela Danone, com cerca de 28%, seguida pela Nestlé, com 21%.
-Ninguém mais tem dúvida quanto à transação. É uma questão de dias, ou de detalhes. Segundo a Agência Folha apurou (a matéria está assinada pelo repórter Flávio Arantes), a CCLPL negocia com pelo menos 12 grupos diferentes, entre eles, o italiano Bombril & Cirio. Na última terça-feira, o presidente de empresa, Sergio Cragnotti, anunciou, em Mônaco, que o grupo vai comprar ainda este ano uma indústria brasileira do setor de alimentos, mas não deu mais detalhes da negociação. Cragnotti disse que pretende investir entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões na aquisição.
-A direção da CCLPL não nega que esteja estudando uma associação, mas se
recusa a dar detalhes das negociações. A central industrializa a produção de aves, suínos e leite das cooperativas Arapoti, Batavo e Castrolanda, que faturam juntas mais de R$ 700 milhões. As três cooperativas e a CCLPL devem se fundir em uma só empresa, que terá a parceria de um grupo estrangeiro. ‘‘A tendência é virar uma coisa só, fundidas numa sociedade anônima’’, afirmou Carlos Humberto Mendes de Carvalho, presidente do Sindileite (Sindicato da Indústria de Laticínios e Derivados do Estado de São Paulo). O sócio estrangeiro da CCLPL deve ser majoritário na nova sociedade. A central tem capacidade de processamento de 33 milhões de litros de leite por mês, metade fornecida pelas três cooperativas e a outra metade pelo grupo Agromilk, de Santa Catarina, e que pertence à central. Além de dar uma solução à dívida estimada pelo mercado em cerca de R$ 70 milhões, o objetivo da CCLPL, ao se associar a um grupo estrangeiro, é fortalecer sua posição num mercado cada vez mais dominado por multinacionais.
-‘‘É a globalização. As grandes têm como brigar, as pequenas, não’’, diz o presidente do Sindileite, explicando a necessidade de fusão. Carvalho cita o exemplo da Alemanha. Segundo ele, na década de 70 existiam naquele país 3.500 cooperativas. ‘‘Hoje são apenas 16, com tendência de chegar ao ano 2000 com apenas quatro’’.ICMS muda

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