OSWALDO PETRIN
O Paraná agiu rápido no caso da ''morte súbita'', doença que está atacando as frutas cítricas nos Estados de São Paulo e Minas Gerais e pode ameaçar pomares paranaenses. Na sexta-feira, o secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, participou de reunião em São Paulo com o ministro da agricultura, governador daquele Estado e técnicos do setor.
Pessuti determinou medidas preventivas para evitar ou retardar a entrada da doença causada pelo ''virus da tristeza''.
Hoje, em Curitiba, haverá reunião para definir ações imediata no Paraná. A posição paranaense será levada à reunião com técnicos de São Paulo, Minas e Ministério da Agricultura, na quarta-feira.
O pesquisador do Iapar, Rui Pereira Leite, especialista em doenças, observou que a ''morte súbita'' ocorre nas plantas enxertadas sobre o limão-cravo, que é o principal porta-enxertos das plantas cítricas no Brasil. Sobre ele etsão cerca de 80% das plantas. Outros cientistas também acham que a origem pode ser a mutação do ''virus da tristeza'' identificado na década de 30 sobre as laranjas e outros citros que tinham como porta-enxertos a laranja azeda.
Outra hipótese são distúrbios fisiológicos e estresse das plantas, já que a região de maior incidência enfrentou um período seco muito crítico. Aliado a isto, as plantas apresentaram grande produção nas safras anteriores, o que também pode provocar estresse.
Em São Paulo há cerca de 1 milhão de plantas atingidas.
Importância econômica - O Paraná planta entre 25 mil e 30 mil hectares de laranjas e cerca de 10 mil ha de tangerina. A ácrea cresce a uma taxa de 10% ao ano, incorporando entre 2 mil e 3 mil ha/ano. Hoje são 9 mil produtores que exploram a citricultura nas regiões Noroeste, Norte e Alto do Ribeira.
A citricultura paranaense oferece mantéria-prima para manter três fábricas, no Noroeste e no município de Rolândia, Norte. Além de abastecer as fábricas o Paraná tem um forte mercado local de frutas frescas que também abastecem Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraguai.
O Brasil movimenta 5 milhões de dolares por conta da agroindústria da laranja; o suco é o 5º item mais importante na pauta de exportação.
Incra/erro - Agricultores que se sentirem prejudicados com os certificados de cadastros de propriedade emitidos pelo Incra este ano devem procurar o escritório do órgão e pedir a correção. Devem preencher requerimento e apresentar os castros dos anos 1998 e 1999, para confronto dos dados. Os sindicatos rurais também podem orientar.
FN62>Incra/erro 2 - Acontece o seguinte: o Incra está emitindo desde o início do ano certificados de cadastro de propriedade rural com erros. Muitos desses certificados contêm dados que comprometem a situação de várias propriedades rurais no país e no Estado.
Incra/erro 3 - Por exemplo: propriedades classificadas como produtivas em anos anteriores, este ano foram consideradas improdutivas. Para alterar as informações dos certificados o proprietário é quem deverá fazer o requerimento ao Instituto solicitando nova classificação.





