Juros de guerra

  Se houver um conflito armado no Golfo Pérsico, as taxas de juros básicos no Brasil podem dar um salto de três pontos percentuais sobre os atuais 25,5% ao ano fixados em janeiro pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Quando ocorre alta dos juros básicos, todas as demais taxas acompanham: as do crédito direto ao consumidor, empréstimo pessoal, cheque especial, cartões de crédito/débito, etc. O comércio se arrepia porque o consumidor, exaurido, desaparece.
  Mas, alguém pode dimensionar o impacto dos mísseis de Bush sobre as taxas internas? A previsão de ontem foi feita por alguém de peso: nada mais nada menos que o novo chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, senhor José Carlos Miranda.
  Ele não só prevê, como defende a alta (defensiva) dos juros.
  Para desconforto das autoridades monetárias, o alto funcionário do governo foi dar com a língua nos dentes exatamente numa qunta-feira, com cara de sexta-treze. É que, pela manhã, os juros futuros dispararam. Se não bastasse isto, as instituições que acompanham o comportamento da inflação começaram esta semana a detectar novos pontos de alta, ou uma ‘‘quase reversão de tendência’’ da inflação - que de comportada não tem muito.
  O fato é que o mercado sentiu. O ministro Antônio Palocci, da Fazenda bem que tentou minimizar a declaração. Mas era tarde demais.
Posse/Iapar —- O vice-governador e secretário Pessuti estará em Londrina hoje para dar posse ao engenheiro agrônomo Onaur Ruano na presidência do Iapar, às 17 horas. Ruano afirma que a nova diretoria fará as reformas preconizadas por Pessuti. (Matéria nesta página).
Fundepec —- Faep, sindicatos, cooperativas e sociedades rurais que participam do Fundepec entregaram ontem documento ao secretário Orlando Pessuti, da Agricultura, propondo parcerias para a execução de ações em benefício da produção e do mercado para produtos agrícolas. Uma das missões do setor é o controle sanitário da carne produzida no Paraná.
Ágide — O presidente da Faep, Ágide Meneguette, disse que o fortalecimento do agronegócio dependerá da união entre setores público e privado. Se cada setor trabalhar isoladamente corremos o risco perder os avanços conseguidos até agora.
  Uma das propostas é a implantação do sistema de rastreabilidade animal e vegetal. Na assistência técnica, a sugestão é para a integração das instituições de extensão, pesquisa e de difusão de tecnologias públicas e privadas.
Pedágio - Outro ponto: modernização da infra-estrutura de transporte, revisão de contratos de pedágio, recuperação da malha rodoviária, revisão dos contratos de concessão de ferrovias, investimentos ferroviários.
  Principal solicitação: fortalecimento do sistema de defesa agropecuária mediante ampliação para 200 o número de unidades de sanidade. Isto é uma exigência dos mercado internacional.

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