Um bom início de semana e mês para o câmbio: as cotações de compra e venda do dólar estiveram bem comportadas para uma economia vulnerável. O comercial a R$ 3,510/3,515; o paralelo a R$ 3,450/3,500.
  Difícil é manter a cotação da moeda norte-americana nesse patamar, que sugere estabilidade, e deixa entrever, mesmo para os mais pessimistas dos agentes econômicos, que o Brasil não tem que temer ataques especulativos; que mantém a inflação dentro dos indicadores já sinalizados ao FMI.
  O mesmo raciocínio prevalece com relação à taxa de crescimento e, finalmente, que a inflação está (mais ou menos) sob controle.
  Ora, se o cenário sugerido é este, por que, então, aumentar as taxas de juros?
  A ala dita radical do PT teria toda razão do mundo ao criticar a política de juros altos, como fez ainda ontem. Seria ótimo se o governo pudesse executar o ideário dos petistas mais convictos.
  O que ocorre, na prática, é que indicadores como o sinalizado ontem pelo câmbio, ontem, não devem ir longe. Ainda que outra variável, a do petróleo, não pudesse exercer - como deve - qualqur influência sobre os demais indicadores, inclusive o câmbio.
  Juros altos, tentativas de pacto, busca de apoio externo, entre outras ações, estão apontando o que não permeia o exercício da ideologia do partido. Falta dizer - não aos petistas que criticam o ministro da fazenda mas à Nação como um todo - que o Brasil está fazendo o possível e mais um pouco para evitar a fuga de investidores. Uma debandada agora seria fatal.
  E, portanto, não adianta alarido. Nem é este o momento ideal para isto.
  Convenhamos, porém, que tentar segurar o capital especulativo a custa de juros (desconfiadamente) altos pode denunciar uma fragilidade que ninguém quer assumir.
  De qualquer forma o momento é delicado. Sorte do governo é que a cada dia se consolida um cenário favorável às exportações. E esses dólares sim, não são especulativos, e fortalecem a economia. Pena que eles não entram do dia para a noite, só depois da colheita da soja, dos contratos da carne e do café, etc.
Soja/Chicago - Os preços futuros da soja na Bolsa de Chicago encerraram o pregão de ontem de forma mista, muito volátil durante todo o expediente. Influências: de um lado as lavouras argentinas foram beneficiadas por pancadas de chuvas durante o final de semana, enquanto o tempo se mostra mais firme no território brasileiro. O contrato para março foi negociado a US$ 5,68/bushel (US$ 12,52/sc de 60kg).
  As lavouras de soja apresentam boas condições de desenvolvimento no estado do Paraná. Cerca de 90% das lavouras encontram-se em boas condições, 9% em condições regulares e apenas 1% em más condições. A maior parte das lavouras estão na fase de frutificação, aproximadamente 54%, enquanto que 28% das lavouras em fase de floração e 3% em maturação.

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