A força do amido
Em 2002 o setor conquistou espaço, esbanjou competência e cresceu até politicamente. Na vitrine do mercado o amido de mandioca se fortaleceu. Embalado, entra em 2003 de olhos no mercado mundial.
Em alimentos, além dos segmentos tradicionais como embutidos, massas e biscoitos, a intenção é ampliar o leque de derivados.
Outro projeto é participar do projeto Fome Zero. A receita é a partir da inserção do amido de mandioca em programas de alimentação. A participação está na agenda do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), Maurício Yamakawa.
Papel & papelão -- Em 2003 o setor também quer concentrar atenções nas áreas de papel e papelão, além de avançar no setor alimentício. Há previsão para exportar para a União Européia e região das Américas.
Euforia -- O setor de amido de mandioca vive hoje um momento de euforia - informa a assessoria de imprensa da Abam, por atingir, ano passado, a façanha de produzir 750 mil t, volume 30% maior que o do ano 2001 (575 mil t). Se comparada à produção de 10 anos atrás, de duzentas mil t, o crescimento foi de 265%.
Preços justos -- ''O importante é que o setor conseguiu crescer em produção com preços remuneradores ao produtor, o que evidencia que existe mercado e que o amido é competitivo'', observa Yamakawa, para quem o setor nunca viveu momento tão favorável.
Preços justos 2 -- O raciocínio de Yamakawa se apóia na evolução dos preços da raiz, e, consequentemente, do amido de mandioca. Durante o período da safra, entre maio e outubro, o preço da t de raiz foi de R$ 45,00, em média. Atualmente, o preço médio gira em torno de R$ 110,00, aumento de 144%. A preço da fécula variou da média de R$ 350,00/t no período da safra, para R$ 800,00/t, indicando crescimento de 128% - abaixo do aumento do preço da raiz no mesmo período.
Fertilizantes -- Em março, quando Lula participar, em Maringá, da inauguração das fábricas da Cocamar, além da nova lei do cooperativismo, será anunciada outra mudança. Será na lei dos fertilizantes. A atualização será para ampliar a fiscalização e evitar fraudes.
Peixe gordo - Os produtores vão ter que gastar mais em ração para produzir uma tilápia que pese em méida 600 gramas (padrão atual é de 450 gramas) e proporcione um filé de 120 gramas. Quem não conseguir vai ter que buscar alternativa ou simplesmente sair do setor.
Cozinha industrial - Mercado é assim, em tempo de escala, de qualidade e concorrencia. A cozinha industrial exige da indústria de processamento que, por sua vez, exige dos produtores. Quem não atender, é atropelado pela realidade do mercado. Assunto da Folha Rural, amanhã.

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