Cautela no início
O aumento, ontem, da taxa básica de juros, de 25% para 25,5%, ao ano não deixa dúvida sobre a posição defensiva do novo governo com relação à inflação: vai tentar mantê-la utilizando o mesmo instrumento de política monetária adotado pelo governo anterior. A decisão do Copom expressa o desejo da equipe econômica de Lula. O governo quer, na melhor das hipóteses, sustentar a meta de um IPCA de 8,5% em 2003. Na pior delas, 10%.
Mais do que uma atitude de prudência e medo, é a busca da sintonia com a receita do FMI, desde o governo anterior. Embora os setores produtivos critiquem (juros altos tolhe o crescimento, o dinheiro não circula, o consumo ecolhe, só os bancos ganham), há economistas que consideram insuficiente um ajuste de 0,50 ponto percentual para manter a inflação em índice tão baixo, comparado aos 12,5% do ano passado.
De positivo, o que fica claro, portanto, é o empenho de controlar a inflação. O método é que continua sem imaginação. Malan insistiu nesse critério e quebrou o pequeno comércio e a pequena indústria. Antes, quebrara a agricultura, salva pelo mercado internacional.
Muitos economistas aprovam. O remédio é amargo e não é nada genérico. Os ritmo é de recessão. Como se trata de medida preventiva, cautela e canja de galinha não fazem mal. Mas não devem ser cardápio para os quatro anos de governo.
As consequências disso vão transparecer nos indicadores sociais e econômicos. Redução da taxa de desemprego no primeiro semestre pode ser descartada.
Cocamar/fábricas -- A Cocamar inaugura em março um complexo de três indústrias: uma delas vai produzir maionese, atomatados e condimentos, que está em fase de montagem, com equipamentos importados da Suecia e Malásia.
Cocamar/Lula -- A inauguração será no dia 27 e o presidente Lula deve estar presente. Em Maringá Lula pretende anunciar a nova lei do cooperativismo. O convite foi feito quando estava em campanha, visitou a Cocamar e se manifestou entusiasmado com a cooperativa.
Cocamar/Purity -- A outra indústria a ser inaugurada é a de sucos, que fica pronta agora em fevereiro. São oito sabores que levam a marca Purity. A terceira é a indústria de derivados de soja. Investimento total de R$ 15 milhões.
Faturamento -- Com as novas fábricas os itens de varejo da Cocamar passam de 30 para 100. O setor, no ano passado, faturou R$ 133 milhões. Este faturamento representa 20% do faturamento global da indústria. A previsão para este ano, já incluindo as novas fábricas, é de R$ 200 milhões.
Associados -- Novas indústrias, novas oportunidades de mercado para os 5.525 associados da Cooperativa, 26% dos quais têm de zero a 10 hectares. A grande maioria dos associados são pequenos: 49% têm de 11 a 50 hectares. Médios proprietários, com área entre 50 e 100 ha, representam 13% dos associados. O restante têm acima de 100 ha.

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