Bom começo
Bom começo de ano e de governo, nesta quinzena de janeiro. Ontem o dólar rompeu o suporte dos R$ 3,28 e fechou em baixa de 1,51%, cotado a R$ 3,26. Foi a menor taxa desde o agravamento da crise cambial em setembro do ano passado (R$ 3,25, no dia 17/9).
Se o comportamento da moeda norte-americana prenuncia estabilidade econômica, o setor exportador já prevê queda no faturamento da carne, minérios e commodities agrícolas com refléxos na balança comercial, que neste trimestre não deve repetir o bom desempenho do ano passado.
Mas não preocupa muito a soja, em especial. Ontem, terça, os preços futuros da Chicago Board of Trade encerraram o pregão em alta. O contrato de março fechou o pregão negociado a US$ 5,50/bushel (US$ 12,12/saca).
Política agrícola -- Nesta quinta-feira, em Brasília, a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura fará análise da conjuntura nacional do milho e sorgo para tomada de medidas em relação aos dois produtos, especialmente com relação à safrinha de milho. A reunião técnica é importante neste momento de risco para o abastecimento do milho. A Secretaria da Agricultura do Paraná será representada pelo Deral.
Safrinha/PR -- Entrevistada ontem por este jornal, a engenheira agrônoma Vera Zardo, do Deral, informou que o departamento mantém sua previsão para o plantio de milho safrinha no Paraná: 1,170 milhão de ha que podem produzir 4 milhões de toneladas. Ano passado foram 998 mil ha e 2 milhões de t.
Safrinha/Brasil - Nas contas da Céleres/MPrado, a área da safrinha cresce 11,8% neste ano e a produtividade, 11%. Ou seja, a produção poderá atingir 7,6 milhões de toneladas. Somado aos 28,7 milhões de toneladas da safra de verão, o volume total atingiria 36,35 milhões de toneladas, 3,2% acima do de 2002.
Soja lá - Analistas norte-americanos estão prevendo redução substancial no plantio da soja na próxima estação. A troca de área da soja para o milho pode chegar a 800 mil hectares. Fenômeno inverso deve ocorrer na América do Sul, sobretudo no Brasil, por conta da rentabilidade da soja sobre o milho. Ao milho resta a safrinha.
Aftosa - As vendas de vacina contra febre aftosa devem bater recorde em 2003. Ontem saiu uma estimativa do Ministério da Agricultura e do Sindicato da Indústria do setor apontando um consumo de 346,25 milhões de doses. Em 2002, os laboratórios produziram e venderam 320 milhões/doses. Os laboratórios têm estoque de 54 milhões de doses aprovadas. A capacidade de produção é de 500 milhões de doses para o ano.
Vacina - A vacinação já vai começar em vários Estados, mas o ponto alto será no mês de maio, quando é feita no Acre, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Estima-se que serão utilizados 110,1 milhões de doses.
Menos entusiasmo - Algo preocupa técnicos e fazendeiros: se não houver entusiasmo ''lá em cima'' (das autoridades do governo), a campanha pode perder o ânimo no campo. É que a vacinação é movida a grito de guerra...e de guarra. E quem dá o tão são os dirigentes.

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