OSWALDO PETRIN
Sem impacto
O dólar não é o melhor parâmetro para aferir a reação do mercado à indicação do novo presidente do Banco Central, o sr. Henrique Meirelles, ex-presidente do BankBoston e deputado eleito (PSDB-GO). Não de imediato, pelo menos. Porém, se dependesse do comportamento da moeda norte-americana, a sinalização não seria a melhor para as pretensões imediatas do novo governo com relação ao mercado.
É que o dólar fechou em alta (comercial, R$ 3,780/3,790). E tanto o mercado financeiro como o acionário já sabiam da indicação do nome, bem antes do fechamento.
Portamto, o mercado se comportou de maneira indiferente (e até irreverente), por enquanto.
É precipitado inferir ou julgar, mas esta indiferença sugere que Meirelles não é necessariamente aquela pessoa carismática com ascensão natural sobre os segmentos onde terá de buscar sua inserção e prestígio para uma boa gestão da política monetária.
Principalmente no início do governo, quando se espera uma trégua do mercado para evitar afastamento de investidores, explosão de preços, ataques especulativos, etc.
Faltou aquele impacto positivo.
Resta avaliar agora a reação externa, afinal Meirelles terá desafios como a retomada do crédito para exportar. Para não falar de outras pautas. Não adiantam, por exemplo, as manifestações imediadas do mercado financeiros; elas expressam votos de sucesso que não passam da formalidade.
Soja/percevejo - O percevejo castanho (Scaptocoris castanea) é o novo personagem no diagnóstico sobre as causas da morte de plantas novas de soja no Paraná. O engenheiro agrônomo José Roberto de Menezes informou ontem ter encontrado a praga na lavoura de sua propriedade, em Maringá.
Certeza - ''Eu já desconfiava, mas não quis falar sem ter plena certeza'', disse o técnico, no final da tarde de ontem. Menezes foi quem apontou como diagnóstico o ataque de um ''complexo de pragas'' citando a cochonilha e larvas de um tipo de vaquinha. Isto contrariou estudo oficial (não conclusivo) que aponta os fungos do solo como causa.
Agora ele acrescenta o percevejo castanho, que apresenta maior voracidade. ''Sua população, hoje, está acima do nível de dano'', garante Menezes, com base em dados apenas de sua propriedade, como faz questão de ressalvar.
Folha Rural - A polêmica sobre as causas da morte da soja está na Folha Rural deste sábado, com a opinião dos pesquisadores da Embrapa.





