Remarcação ostensiva
Para remarcar os preços com a voracidade que tem feito, o varejo joga com pelo menos duas certezas. A primeira é que o consumo aumenta, ao invés de cair, como o próprio setor previu no início do semestre. Ontem, aliás, foi divulgada uma estatística apondando que o consumo está crescendo. A segunda é na mesma direção, só que apostando na recessão, daí. O varejo, joga de novo com a variável ''deslocamento de consumo''.
Baixo giro, o consumidor adia grandes compras, viagens, troca de móveis, etc, e direciona os gastos para os bens não duráveis; para pequenos eletrodomésticos, vestuário e alimentação. São itens privilegiados em tempo de recessão.
A baixa liquidez do próprio comércio acaba favorecendo o varejo, aquele que tem forte poder de barganha. A indústria não quer correr o risco que apavora o departamento de marketing: falta de giro da mercadoria. E então se torna mais receptiva às regras (determinadas pelo varejo, é claro).
Nessa confusão, o consumidor que apostou nas marcas próprias do varejo como símbolo da resistência ou da estabilidade, está se sentindo enganado porque elas estão sendo as primeiras a serem remarcadas.
Glifosato --- Se forem tomadas medidas para a restrição da importação do ácido glifosato da China, os custos para os agricultores brasileiros poderão chegar a R$ 1 bilhão, segundo a Associação dos produtores de defensivos. A adoção dessa medida é discutida atualmente no Decom do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Glifosato 2 --- O ácido glifosato é utilizado pelas indústrias brasileiras para a fabricação de herbicidas, que são utilizados nas culturas de soja, algodão, café, milho, feijão, laranja etc. As restrições ocorreriam porque algumas indústrias acusam a China de prática de dumping. (Agência Folha - Vaivém das commodities).
Folha Rural --- A reportagem de capa da Folha Rural deste sábado, amanhã, mostra a organização da produção da cachaça artesanal. O setor é forte na economia familiar e, no conjunto, movimenta uma fortuna. Quem saiu da informalidade está pagando 27% só de ICMS. Mas quem permanece na informalidade fica comercialmente à margem de prováveis de estímulo à comercialização.
Moral da história da cachaça:
Na atividade informal, o bicho não pega. Na economia organizada o imposto come.
Doma racional --- Reportagem de Capa da Folha Rural de 9 de novembro sobre doma racional despertou interesse em algumas regiões. Os interessados em levar o curso de doma para o seu município devem procurar o Sindicato Rural mais próximo. Ou telefonar para o coordenador do SENAR, Edson Limper (43) 9961-0602.
Milho por carro --- Com o aumento do uso do milho como moeda corrente na Argentina, a montadora DaimlerChrysler lançou um programa que permite aos compradores de veículos pagar com grãos colhidos do produto. Chamado de Plano Grão, a companhia informou que o programa permitirá o pagamento para modelos das marcas Mercedes-Benz, Chrysler, Jeep e Dodge. (Dow Jones).

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