Jogo ensaiado na CBOT



O mercado interno da soja, por razões conhecidas, está tão independente (descolado, seria a definição mais correta) da Bolsa de Chicago, que resistiu, ontem, a uma informação que poderia ter criado um grande impacto no mercado físico da commodity.

É que, uma das empresas de consultoria de maior credibilidade, a Sparks Companies Co., projetou uma produção norte-americana de 2,2 milhões de toneladas acima das previsões anteriores.

Logo a Sparks, tida e havida como isenta, ou, às vezes, ligeiramente inclinada para ''a banda da ponta produtora'' como definiu um agente do mercado interno.

As projeções da safra de soja dos Estados Unidos feitas pela Sparks Companies Co. surpreenderam a Chicago Board of Trade, portanto, e, por extensão todo o mercado internacional. Os números da safra norte-americana de 2002/2003 são de 75,25 milhões de toneladas, segundo a Sparks.

Sobre o mesmo assunto, analistas da FNP fizeram a seguinte observação:

A consultoria norte-americana Sparks Companies teria aumentado suas estimativas para a safra de soja referente ao período de 2002/03. Está estimando uma produção de exatos 75,252 milhões de toneladas de soja em grão, que contrasta com sua estimativa feita em outubro, de 73,048 milhões de t.

A Sparks utilizou uma produtividade média de 38,5 bushels/acre. A última estimativa divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) apontava para uma produção ao redor de 72,23 milhões de toneladas, considerando uma produtividade média de 37 bushels/acre

Dormir com um barulho desses é fácil quando se tem um mercado interno praticamente vazio. com menos de 5% da safra anterior por ser comercializada. E mais de 40% da futura safra já comercializado no mercado a termo.

Decididamente, o produtor brasileiro está com o burro e a tropa toda na sombra. E, ontem o dólar não só parou de ceder com ganhou alguns pontos ao fechar em torno de R$ 3,57 (ver indicadores econômicos).

Secagem de grãos ----- Novas técnicas para uma secagem de grãos mais econômica e eficaz, serão apresentadas hoje, a partir das 8h30, no Hotel Thomasi, em Londrina, durante o ''Seminário Conservação de Grãos'', promovido pelo Grupo Kepler Weber, que tem fábrica em Panambi (RS).

O evento será aberto pelo diretor-comercial da Kepler Weber, Divino de la Corte. Às 10 horas, o engenheiro Rubem Groff abordará as novas técnicas de secagem de grãos.

Às 14h, falará o paranaense Flávio Antônio Lazzari, professor da Universidade Federal (UFPR), sobre ''Identidade Preservada dos Grãos na Armazenagem''. O professor Maheus Kfouri Marino, da Universidade de São Paulo, enfocará a qualidade do alimento nas cadeias agroindustriais.

Até ontem à tarde haviam 230 inscrições, segundo a Assessoria de Marketing.

O Serminário continua amanhã, dia 8, com a reapresentação do tema novas técnicas de conservação de grãos.

Às 10h, o economista André Pessôa, da Agroconsult, falará sobre perspectiva de mercado de grãos.

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