A vacina econômica


O combate à aftosa é uma medida sanitária na fórmula e de importância econômica no conceito, em tempo de descontrole cambial, em que, decidamente, exportar é o que importa.

A vacinação, que começa hoje em 14 Estados (incluindo o Paraná) e Distrito Federal, deve consumir, durante a campanha, em novembro, 139,3 milhões de doses, ou exatos 139.350.000 doses de vacina.

Respondendo a esta coluna, o médico-veterinário Sebastião Costa Guedes, consultor do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), entidade que reúne os quatro laboratórios fabricantes de vacinas, garantiu ontem que não vai faltar vacina.

Até a última quarta-feira foram vendidas para esta etapa da campanha 95.085.000 doses. Isto representa 68% das necessidades. Esse volume já comercializado revela bom desempenho, pois normalmente no Brasil deixam-se as aquisições de vacina para o fim do período de imunização.

A confiança do consultor do Sindan também é explicada pelo bom estoque de vacinas devidamente aprovadas pelo Ministério da Agricultura. Hoje, são 16.800.000 doses na Central de Selagem, em Vinhedo (SP). ''Até o dia 14 de novembro, teremos resultados sequenciais de mais 38.836.000 doses atualmente em testes, o que permite dizer que devemos ter excedente da ordem de 8 milhões de doses até 15/11, segundo Sebastião Guedes. Até o final do ano, o excedente deve ultrapassar 35.000.000 de doses.

Aftosa/Paraguai ------ O Centro Pan-Americano de Combate à Febre Aftosa, vinculado à Organização Pan-Americana de Saúde, confirmou ontem ao governo brasileiro a existência de febre aftosa no Paraguai. Exames laboratoriais feitos pelo Panaftosa confirmaram que existem dois animais contaminados pelo vírus na estância São Francisco, localizada no município de Corpus Christi, na província de Canindeyú, fronteira com o Mato Grosso do Sul.

A fronteira entre Brasil e Paraguai encontra-se fechada desde o dia 23 de setembro.

Óleo de soja 2 ----- O contrato de dezembro do óleo de soja subiu para 21,84 centavos de dólar por libra-peso. A soja pegou carona e teve reajuste de 1,5% no primeiro contrato, subindo para 565,25 centavos de dólar por bushel na Bolsa de Chicago.

Forte alta ----- Na Chicago Board of Trade os preços futuros da soja encerraram o pregão em forte alta, sustentadas pelas exportações semanais norte-americanas acima da expectativa. As cotações do grão atingiram os maiores níveis observados durante todo o mês de outubro.

O contrato para janeiro próximo fechou o pregão negociado a US$ 5,665/bushel (US$ 12,49/sc de 60kg).

O dólar fechou o período cotado a R$ 3,63, um recuo de 2,29%. Nas praças de Barreiras (BA), Cascavel e Ponta Grossa, Cuiabá, Rondonópolis e Sorriso (MT), Rio Verde (GO) e Dourados (MT) os preços cederam um pouco. Veja mais na página 2 (commodities).

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