Oswaldo Petrin
-A modernização levou a indústria moveleira a adotar máquinas modernas disponibilizando outras em plena vida útil. Esse equipamento, subutilizado ou simplesmente encostado nas fábricas de vanguarda - que já garantiram sua ascensão tecnológica - terá grande aplicação nas fábricas de pequeno porte ou nas mãos de profissionais que estão iniciando a produção própria.
-Mas, como localizar esse patrimônio e transferí-lo para outros donos, através de transação em que todos ganhem? Como colocar vendedor e comprador no mesmo balcão?
-O Sindicato da Indústria de Móveis de Arapongas (SIMA) teve uma idéia: vai realizar a Feira de Usados - a 1ªMostra de Máquinas, Equipamentos, Ferramentas, Implementos, Peças, Acessórios, Matérias-Primas e Produtos Acabados. Na relação de itens que devem compor a feira, estão previstos até computadores. E a lista de interessados potenciais, bastante abrangente, envolve os seguintes setores: moveleiro, madeireiro, alimentício, vestuário, construção civil, metal mecânico, gráfico, agrícola e prestador de serviços.
-Data da Feira de Usados: de 18 a 23 de novembro. Local: Pavilhão Expoara, o mesmo que foi palco da bem-sucedida Movelpar 97, em março. Uma central de vendas vai imprimir agilidade nas transações, orientando comprador e vendedor. No mesmo período serão realizados outros eventos de alto nível técnico: o 1ºFórum Internacional Moveleiro e a Rodada de Negócios do Sebrae. Na programação do Fórum, seminários com nomes ilustres.
-Com os espaços praticamente negociados, prenunciando bom volume de vendas, os organizadores fazem o lançamento dos eventos nesta sexta-feira, às 20 horas.
-As chances de bons negócios bilaterais partem da seguinte premissa: Para que segurar uma máquina que, embora útil, está sem uso e ocupando espaço à toa. Ou empatando capital, na linguagem mais objetiva do comércio. Racionalidade de espaço é fator de qualidade - ensina o Sebrae. Em tempo de economia estável e de moeda valorizada (leia-se difícil aporte de capital), desfazer-se das máquinas usadas pode ser um giro providencial para contemplar outras necessidades de investimentos. Aliás, o que fazer com o dinheiro, o empresário sabe muito bem.
-Na mesma linha de raciocínio, o folder que o SIMA preparou para promover a Feira de Usados faz a seguinte pergunta (e remete a resposta para o fator qualidade, variável de peso na competitividade imposta pela globalização): O que fazer com o que não se usa mais?
-A nova concepção empresarial - frisa - mira para a globalização, deparando hoje com muitas técnicas de gerenciamento de Qualidade Total, a caminho de normatizações de ISO e muito mais. Princípios como os 5 esses tornam-se reais na vida das empresas, lembra. Marcenaria





