-Rolou ontem no 7º Seminário Internacional Pensa - Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial, em Águas de São Pedro:
-O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem projeto para criar três novos pólos agrícolas no País. A informação é do próprio presidente da instituição, Luiz Carlos Mendonça de Barros, que usou o termo ‘‘presunção’’ para definir a idéia. Os pólos seriam localizados em Roraima, Humaitá e Pará (oeste do estado com norte de Mato Grosso). Para isso, o banco encomendou um estudo da Embrapa sobre as possibilidades no setor agrícola nessas regiões.
-Os pólos vão organizar o agribusiness e conferir-lhe poder de competição. Para entender o impacto do processo de abertura, iniciado no governo Collor, o BNDES vem fazendo uma reflexão ultimamente, segundo ele, num momento que considera ‘‘quase revolucionário para a economia brasileira’’. De acordo com o presidente do BNDES, ‘‘durante os últimos 22 anos o Brasil se descolou um pouco do que vinha acontecendo no núcleo central do Primeiro Mundo’’ e ficou por fora das mudanças. Isso ocorreu após a crise do petróleo, que gerou uma crise na economia nacional, levando ao processo inflacionário a partir de 1975, segundo Barros, e a tentativa do governo de insuflar o País do resto do mundo.
-‘‘O País institucionalizou a inflação, fechou-se, indexou a economia, afastando-se do que acontecia no Primeiro Mundo.’’ De acordo com Barros, enquanto no Brasil nada mudava, lá fora o mercado deixava de ser a somatória de vários mercados nacionais, processo que se aprofundou com o desenvolvimento das telecomunicações e informática.
-‘‘O Collor transformou em plataforma política o que já se discutia em nível intelectual, pois tinha noção clara do que tinha de ser rompido: a inflação e a economia fechada’’. No entanto, disse Barros, durante o governo Collor esse processo ‘‘não andou’’, e as lideranças não conseguiram refletir sobre ele. Com o governo Fernando Henrique, o binômio inflação-abertura passou a ser agenda central e, à medida que a estabilizaçao avança, a abertura econômica passa a ter uma maior importância na pauta do atual governo, segundo o presidente do BNDES.
-Barros chamou de novo paradigma o processo de mudanças na economia e de velho, o modelo antigo, pré-globalização. No novo paradigma, a economia global não pressupõe fronteiras nacionais, o que aumenta a concorrência, principalmente num mercado amplo como o brasileiro. ‘‘É preciso aprender a jogar o novo jogo porque o Brasil é um mercado grande, e muitas empresas estão querendo entrar aqui para tirar a sua lasquinha’’, comentou. Para os pequenos empresários do agribusiness nacional, disse ele, a solução nesse novo cenário será atender aos mercados regionais ou então trabalhar de forma integrada a grandes empresas. (Alda do Amaral Rocha, AE)Milho atacado

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