O Bertin está chegando


O Frigorífico Bertin, de Lins (SP), vai instalar escritório em Londrina para negociar a compra de bois gordos em várias regiões do Paraná. No próximo sábado, às 10 horas, no Sindicato Rural de Londrina, o gerente de compras do frigorífico, Marcos J. Alves, vai falar aos fazendeiros - que poderão fazer perguntas sobre os compromissos que a indústria deve assumir, transações, etc.

Este encontro vinha sendo articulado há várias semanas entre a direção da indústria e os pecuaristas Narciso Pissinatti, presidente da Associação dos Produtores, e Milton Casarolli, do Sindicato Rural de Londrina. E foi confirmado, ontem, para esta coluna, por José Luiz Figueira, representante da indústria no Paraná.

Para o empresário Milton Casarolli, o Bertin é mais um caminho para os produtores. ''E uma oportunidade para trabalhar com uma indústria que tem experiência em exportação''.

Casarolli e outros produtores afirmam que os pecuaristas querem segurança; acham que eles temem ''levar canos''. E, também, que há muitos ''aventureiros'' nesse ramo de frigorífico, por este Brasil afora.

Já o Bertin - diz Casarolli - em determinado momento do mercado pagou o diferencial correto por uma carne melhor, a carne de qualidade, diferenciada. É uma indústria que reconhece que a produção dessa carne demandou investimentos, tecnologia e competência. Enfim, essa carne tem um custo maior e precisamos de preços que remunerem estas variáveis de qualidade.

''Entedemos ser vantajoso para o Estado do Paraná ter um frigorífico como o Bertin instalado aqui em Londrina'' - resumem Casarolli e Narciso Pissinatti.

Dólar/soja e café --- Operadores do café e da soja têm números diferentes sobre a presença do dólar no mercado de commodities, mas todos colocam o câmbio como o grande fator de alta, ontem.

O mercado cafeeiro voltou a reagir e os melhores lotes do tipo 6, bebendo duro, voltaram a oscilar entre R$ 120,00 e R$ 125,00 (R$ 117,00 na segunda-feira). O dólar a R$ 3,78 teve variação positiva de 5,88% e acumula alta em torno de 10% em dois dias. Isto nunca existiu.

O grande ativo mês cheira terra e tem a cor da soja.

Por conta do dólar (e, em segundo lugar por conta da Bolsa de Chicago), a soja apresentou novo recorde, ontem. O número mais significativo foi o do Porto de Paranaguá: R$ 46,50/sc no melhor momento do mercado, alta de quase 9%, em relação à semana passada.

No interior o número mais alto foi o de Ponta Grossa: R$ 43,80/saca. Houve negócios isolados de até R$ 45,00. Em algumas praças a alta sobre o dia anterior foi de 11%.

Cuidado --- Como esta coluna já alertou: preparem-se com o que deve acontecer após o segundo turno das eleições.

Para alguns analistas, como Adriano J. Timossi, da FNP, o destaque no mercado de commodities foi o dólar (não o produto em sí). Chegou a R$ 3,81/US$ 1,00, fechando no final do dia a R$ 3,78/US$ 1,00, ganho de 5,7%. Os contratos de soja, com vencimento em novembro encerraram o pregão a US$ 5,62/bushel (US$ 12,39/sc de 60 kg). Veja mais na página 2, indicadores.

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