OSWALDO PETRIN
Wall Street em vigília
Especulação ou não, a leitura do mercado, ontem, foi de que o iminente conflito entre EUA e Iraque vai afetar as atividades econômicas em cheio nas próximas horas.
Do anônimo fechamento de lotes de soja em Maringá ou Rio Verde (GO) à queda do índice Nasdaq, em Nova York, tudo no mercado foi permeado pelo que os operadores chamaram de ''risco de intervenção militar no Iraque''.
Na próxima semana a exacerbação vai ser ainda maior com o aniversário
do ataque terrorista ao World Trade Center.
Os analistas do mercado de commodities sugerem prudência.
Por menos que isto, os argentinos sentaram em cima do saco de soja, aclamado ativo real (e herói) do ano, na economia vez e sem liquidez.
Ainda sobre o cenário de ontem: na Chicago Board Trade, o pregão viveu momentos de ''contagem regressiva'' para o ataque. Olho no painel; ouvidos ao Pentágono.
O índice Dow Jones, que expressa um mercado mais à linha do tiroteio recuou enquanto o barril de petróleo-Brent, em Londres, ficou mais caro.
Num quadro desses até que o dólar comercial não reagiu tanto (+ 1,03%): R$ 3,1500 na compra e R$ 3,1520 na venda. Detalhe nas páginas de economia.
Rural Maringá --- Atualizar o estatuto da entidade, criar conselho feminino, procurar a integração com outros setores da cidade, reativar a escola de equitação. Estas são algumas das propostas da chapa encabeçada por Edi de Oliveira Vieira para a Sociedade Rural de Maringá (SRM). Eleições serão no início de Novembro.
Rural jovem --- A Chapa Renovação também quer criar o Conselho Feminino e a ''Rural Jovem'', para que filhos de produtores sejam estimulados a participar das decisões. Outra proposta de Edi são projetos sociais.
Orgânicos/varejo --- Três mulheres com jeito para lidar com produtos orgânicos (na pesquisa, produção, consumo e divulgação) estarão juntas numa atividade comercial no mínimo simpática. Vão abrir uma loja de produtos orgânicos.
Orgânicos 2 --- Elas têm história. Vânia Beatriz Castiglioni, diretora-técnica da Embrapa, e Sueli Martinez, pesquisadora do Iapar, sempre buscaram tecnologias de produção que contemplassem preocupações com o ambiente e com a saúde. A outra sócia no negócio, Isabel Miranda, vai atuar nas vendas.
Embora não devam prescindir do lucro, elas garantem que não se trata de um simples comércio. ''Foi a forma encontrada para divulgar a produção e o consumo de alimentos saudáveis''.
Orgânicos/Folha Rural --- A iniciativa das pesquisadoras e o projeto para reunir produtores e consumidores de orgânicos - tarefa que não é fácil - estão na Folha Rural deste sábado, amanhã. A loja será inaugurada segunda-feira.
Leite/boicote - CNA também está denunciando a ameaça que os produtores estão recebendo da indústria para reduzir os preços em plena entressafra.
Pelo jeito as CPIs do leite terminaram em qualhada.





