Juros defensivos
A pressão cambial vai manter os juros altos por mais algumas semanas. Vai dar a lógica: em sua reunião de hoje o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter os juros básicos (taxa selic) em 18% ao ano.
Em primeiro lugar, porque o Banco Central ainda está na defensiva com relação a ataques especulativos, pois o empréstimo do FMI, embora providencial, não foi suficiente garantir a sobrevida da estabilidade econômica, pelo menos até as eleições. O dólar, ontem a R$ 3,10 aponta uma situação macroeconômica nada confortável.
Em segundo lugar, juros baixos a esta altura não significam nada para uma economia mergulha em recessão. Como foi visto nesta coluna, dias atrás, a demanda agregada de bens está retraída, prenunciando que o último trimestre do ano não vai reverter o recuo do consumo.
Normalmente, o consumo aumenta com a aproximação das festas de final do ano. Mas a situação é de cautela com taxas altas para o consumidor.
Segundo pesquisa da consultoria Global Invest (divulgada ontem pela AE - veja na 1 página deste caderno de Economia), em julho o Brasil superou a Polônia e voltou ao primeiro lugar no ranking de taxa de juros reais, o que não ocorria desde julho de 2000.
Trigo/alta - As bolsas têm fechado em alta nos contratos futuros de trigo. A queda na oferta mundial do cereal continua puxando os preços para cima no mercado interno, segundo o cerealista José Pitoli, de Cornélio Procópio à Agência Folha, ontem.
O primeiro contrato de trigo era negociado a 271,75 centavos de dólar na Bolsa de Chicago há quatro meses. Ontem estava a 338,75 centavos - alta acumulada de 25%.
Compare - O trigo teve forte alta também no Brasil. No início da segunda quinzena de abril, a tonelada custava R$ 325. Nesta semana está a R$ 470, com alta de 45%. Na Argentina, onde os produtores retiveram o produto devido à desvalorização do peso, a tonelada subiu de US$ 129 para US$ 183 (mais 42%) no período.
Tour Rural/Syngenta - Técnicos da Syngenta Proteção de Cultivos Ltda farão hoje, em duas propriedades da região, uma avaliação dos resultados da adubação e controle fitossanitário feitos em lavouras de trigo e milho.
Às 13,30 horas, na fazenda de de Lincoln Makuta, em São Sebastião da Amoreira (47 km ao Sul de Cornélio Procópio), será feita a pesagem do milho, comparando-se o desempenho das lavouras que receberam tratamento com as lavouras que não tiveram o mesmo manejo. Às 15 horas haverá visita técnica e explicações do tratamento usado.
Após pesagem e avaliação em São Sebastião da Amoreira, haverá colheita e pesagem nas lavouras de Sérgio Nakayama, em Assaí (36 km a Leste de Londrina), prevista para à 17 horas - colheita e pesagem da lavoura de Milho.
Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Gajardoni, da equipe de técnicos da Syngenta, o evento é organizado em conjunto com o distribuidor dos produtos da marca na região, o Ponto Rural, de São Sebastião da Amoreira.
Milho/crise - A FNP Consultoria & Comércio, de São Paulo, informou ontem que o preço do milho, no mercado de lotes, em algumas praças de São Paulo, encostou nos R$ 18,00/saca.
E a MPrado, de Uberlândia, está prevendo escassez de milho no Nordeste. A pouca oferta do produto e a inviabilidade das importações, devido ao preço do dólar, elevaram os custos na avicultura, trazendo inadimplência para parte do setor. (Veja mais na página 2, Indicadores Econômicos).

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