O suíno se sacode


Crises afetam animais e fábricas. E pessoas. Neste momento, aves, suínos, lácteos e a própria carne bovina enfrentam dificuldade de mercado, aqui dentro e lá fora.

Quando esses setores vão mal, parte do agronegócio não está bem. E boa parte da economia recebe o impacto desferido, geralmente, pelo mercado consumidor - que não é trabalhado no sentido de se manter acima dos caprichos especulativos do próprio mercado.

Detalhe: está se falando do agribusiness brasileiro que compreende: insumos, bens de produção e serviços para a agropecuária; a produção rural em si, e o processamento agroindustrial até sua distribuição ao varejo - e movimenta cerca de 25% do PIB, gera 37% de todos os empregos, e é responsável por 40% das exportações.

Alguém decidiu fazer algo para o Brasil não se enfraquecer nessa área.

Anote: no próximo dia 10, será realizado o 1º Workshop da Cadeia Produtiva de Suínos que analisará ''A Comercialização no Novo Milênio''. Local: Hotel Transamérica, à Av. Nações Unidas, 18.591, em São Paulo, SP.

No evento, técnicos e produtores debaterão estratégias para harmonizar os interesses dos agentes econômicos do setor (indústria de insumos, produtores de grãos, matrizes, equipamentos, produtores e associações, frigoríficos/abatedores, distribuidores e redes varejistas e atacadistas) e que visem maior engajamento do suinocultor brasileiro na ponta final de comercialização de seus produtos.

Segundo Jorge Eduardo de Souza, produtor e representante da Cadeia Suinícola, o objetivo é identificar, no próprio setor, os mecanismos que permitam ao produtor se organizar e trilhar caminhos do lucro.

Fleury Tavares de Lima David informa números que refletem o potencial de crescimento da suinocultura: em 2001 o segmento produziu 2,2 milhões de toneladas e exportou 265 mil t, com faturamento de US$ 358 milhões, 107% superior ao ano anterior e um pequeno acréscimo do consumo de 11,2 kg per capita de carne suína/ano por habitante, em 2001, ainda inferior a média mundial de 18 kg/habitante/ano e muito distante dos atuais 70 kg/hab/ano registrados nos principais países consumidores.

Mais informações: Marialba Ferreira (11) 5063-0635, e-mail: [email protected] Jorge Eduardo de Souza
(11) 3771-2958, e-mail: [email protected]

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