Oswaldo Petrin
-Três boas notícias para o interior: 1) O ministro Porto confirmou a suspensão das cobranças judiciais da parcela referente ao Plano Collor incluída na securitização, 2) Já existe um consenso no governo para a renegociação, caso a caso, dos financiamentos de custeio e da primeira parcela da securitização para os produtores atingidos por algum tipo de adversidade: excesso de chuva ou seca, 3) O governo editará normas para garantir que os bancos forneçam extratos detalhados aos produtores rurais que securitizaram suas dívidas. Desses extratos, terá que constar a evolução dos débitos nos últimos anos.
-A Frente Parlamentar da Agricultura insistiu ontem, em reunião no Ministério da Fazenda, na necessidade de uma orientação aos bancos para a liberação dos extratos, pois sem esses documentos não dá para saber se há contas erradas que devem ser refeitas.
-O ministro informou que as pendências que não forem resolvidas com os bancos deverão ser encaminhadas às federações e sindicatos rurais para que a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) negocie cada caso com o governo. Porto reconheceu que o prazo para o acerto das pendências é curto, pois a primeira parcela da securitização vencerá em 31 de outubro.
-O deputado Abelardo Lupion (PFL-PR), um dos principais dirigentes ruralistas, considera que dificilmente os bancos atenderão à orientação do governo para que abram as contas dos produtores a fim de que eles possam saber como a dívida foi calculada. Hoje, a obrigação de fornecer o extrato já está na lei, e os bancos não a cumprem, criticou o deputado, em entrevista à repórter Mariângela Heredia, da AE.
-Os parlamentares continuam defendendo a prorrogação imediata do pagamento da primeira parcela da securitização, que vence em outubro, para os produtores que não conseguiram dinheiro novo para o plantio, os que tiveram problemas climáticos e os que não têm capacidade de pagamento. O presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Biehl (PPB-SC), no entanto, acredita que nem é necessária uma nova orientação para se prorrogar o pagamento, pois, em seu entender, isso já está garantido pelo Manual do Crédito Rural (MCR). Os parlamentares pediram também ao governo que não permita execuções judiciais dos produtores com débitos até que a revisão das contas seja feita.
-Para a próxima semana, a bancada ruralista está anunciando uma grande ofensiva, com apresentação de uma pauta mínima de reivindicações ao governo. O deputado Lupion disse à AE que será feito um levantamento entre os 178 parlamentares ruralistas para ver os que realmente querem assumir a luta em defesa do setor. Os nomes dos que se comprometerem com a frente serão encaminhados aos sindicatos e cooperativas para que os agricultores possam cobrar posições dos parlamentares.Sementes





