-Uso de anabolizantes assim como a falta de controle da aftosa são argumentos contundentes usados pelos importadores toda vez que a carne brasileira começa a disputar espaço no mercado. Portanto, têm conotação mais política e econômica do que científica. Tecnicamente são argumentos sem muita consistência. E ontem, o professor Rodney Preston fez alusão a este fato, ao defender o uso de ‘‘promotores de crescimento’’ na engorda de gado (matéria nesta página).
-Convenhamos que não se pode negligenciar em nenhum dos temas, na vacina (caso da aftosa) e nos parâmetros técnicos, para que não haja imprudência (no uso dos hormônios). Mas tanto a variável política como a concorrência permeiam bem essas questões. Claro que os consumidores externos - ao contrário do brasileiro - estão cientes do seu direito e da salvaguarda da sua saúde. Afinal, têm maturidade e instrumentos de defesa.
-Mas, por coincidência, realiza-se em Washington um seminário organizado pelo Conselho Empresarial Estados Unidos-Brasil para discutir o impacto dos negócios no comércio bilateral. O Brasil tenta avançar, esta semana, em mais uma etapa da maratona para criar a ‘‘Área de Livre Comércio das Américas’’ (ALCA). E ontem o secretário geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Sebastião Rego Barros admitiu: é difícil romper as barreiras e artifícios impostos pelos EUA. Ele acha que se o Brasil - e seus parceiros - não receberem garantias de que os entendimentos incluirão a redução de barreiras norte-americanas, não haverá avanços em direção da Alca.
-Sobre a questão agrícola, Barros disse que a quantidade de restrições fitossanitárias que os EUA usam para restringir a entrada de produtos brasileiros em seu mercado ‘‘é inacreditável e pouco razoável’’. Barros observou que se as razões invocadas pelas autoridades norte-americanas para barrar a entrada de produtos agropecuários brasileiros fossem verdadeiras ‘‘todos os brasileiros estariam mortos’’.
-Os representantes norte-americanos, por sua vez, queixaram-se das medidas sanitárias e fitossanitárias que o Brasil adotou recentemente para restringir a entrada de trigo norte-americano, dizendo que esses regulamentos ‘‘parecem ser mais orientados por interesses comerciais do que por estudos científicos’’.
-O complicômetro está ligado também na área industrial. Embora o governo reconheça que a falta de vigor das exportações brasileiras se deve ao custo Brasil e outras ineficiências da economia doméstica, as medidas protecionistas nos EUA também são um obstáculo. ‘‘O que não vimos e gostaríamos de ver é um esforço dos EUA para eliminar ou ao menos diminuir essas barreiras de forma a dar início às negociações da Alca.’Milho:alta
O indicador de preço de milho, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem em R$ 7,72/saca (+0,39%). Em dólar, a cotação ficou em US$ 7,07/saca (+0,43%). O valor a prazo foi de R$ 7,74/saca (+0,39%). Veja preço ao produtor nesta página.
Boi SP
O preço do boi gordo à vista recuou 0,04% ontem a R$ 25,62/arroba. Em dólar, a cotação ficou estável em US$ 23,48. A prazo, o preço teve queda de 0,08% e ficou em R$ 26,16. Os dados são da Esalq/USP e foram divulgados pela BM&F.
Soja
O Preço Nacional da Soja, calculado pela Fipe/BM&F com base em dados da AE, ficou ontem em R$ 17,81/saca, alta de 0,51%. Em dólar, a cotação subiu 0,62% e ficou em US$ 16,31/saca. Preço de atacado; media de vários Estados.
Café R$ 241
O preço disponível do café, em Santos, ficou ontem em R$ 241,00/saca. Em dólar, o preço ficou em US$ 220,92/saca. Os valores foram divulgados pela BM&F.
Café PR
Preço praticado no Paraná, ontem: R$ 230,00 para bebida dura tipo 6; para bebida riada, R$ 200,00; sem descrição, R$ 175,00. Informação do Sindicato dos Corretores de Café do Paraná.

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