Usando o geomarketing

O Geomarketing, que vem sendo utilizado pelas empresas para abrir novos negócios, fazer prospecção de nichos, avaliar desempenhos das vendas e atualizar o perfil da clientela, entre outras soluções - é tema da 3a Feira e Congresso Internacionais de Geoinformação (de 21 a 24 de maio, em São Paulo).
Profissionais qualificados vão trocar experiências. Serão apresentados, para discussão, cases de sucesso usados como ferramenta para campanhas de vendas e promoções, tanto para indústrias como para redes de varejo de gramde, pequeno e médio porte.
O geomarketing tem orientado empresas na tomada de decisão. ‘‘A escolha do local adequado ao tipo do negócio é um dos itens fundamentais para o sucesso de um empreendimento. A qualidade do produto, o atendimento ao público e o preço também são decisivos e de responsabilidade de nossos clientes’’, diz Susana Julia Figoli, diretora da Ion Information Network, consultoria especializada em geomarketing.
As indústrias do setor de alimentos, as agroindústrias, podem usar o geomarketing para fazer diagnósticos e conhecimento das praças que pretendem atingir. Empresas como Mc Donald’s, Toyota, Carrefour, Rede Zacharias, Blockbuster, Banco Safra e Citibank usam o geomarketing para definir estratégias de expansão.
Mas a ferramenta está sendo testadas também em indústrias menores.
Para traçar o retrato real de mais de 5,5 mil municípios brasileiros, as empresas de consultoria usam softwares geográficos que contêm dados estatísticos, de pesquisas de hábitos e comportamentos de compra até informações do IBGE, informa José Danghesi, diretor da geobrasil.
O geomarketing tem sido usado tanto para orientar a ampliação de redes e de um novo negócio, quanto para estruturar equipes de vendas e avaliar o desempenho das indústrias e lojas já existentes, otimizando-as. O custo de um projeto pode variar de R$ 5 mil a R$ 1 milhão.
O soft também é utilizado para direcionar os investimentos das operadoras de telecomunicações. É uma maneira de as empresas saberem onde investirão e que tipo de retorno podem aguardar, por isso buscam cada vez mais soluções integradas ao geoprocessamento, segundo Manoel J. Ortiz, gerente da Área de Desenvolvimento de Mercado da Ericsson.
Um exemplo é o cabeamento de fibra ótica. Antes de passar os cabos em uma cidade, são feitas pesquisas para avaliar o potencial de uso da tecnologia.
Enfim, o conhecimento está disponível. É sofisticado e, dizem, eficiente. Resta analisar o custo-benefício.
Mais informações na home-page: wwwgeobr.com.br

mockup