Terminal de açúcar


Profissionalismo e competência - mas principalmente o domínio do conhecimento sobre um mercado internacional historicamente complicado, o do açúcar - culminam com o início das atividades, hoje, do Terminal de Embarques de Açúcar, no Porto de Paranaguá. Investimento de R$ 20 milhões e um divisor de história do setor sucroalcooleiro.
Com terminal próprio, as usinas deixam de competir com os grãos na hora de exportar; isso permite enviar para o Porto desde o início da safra. Palavras de Paulo Meneguetti, presidente da Paraná Operações Portuárias S/A (PASA), a parceria entre as indústrias.
As destilarias que compõem a PASA são: Usina Santa Terezinha, de Maringá; Usaciga, de Cidade Gaúcha; Corol, em Rolândia; Vale do Ivaí, de São Pedro do Ivaí; Sabarálcool, de Engenheiro Beltrão; Perobálcool, de Umuarama; Copagra, em Nova Londrina; Usina Goioerê, em Goioerê; e Cooperval, localizada em Jandaia do Sul. (Veja mais nesta página).
Café/exporta Os comerciantes de café estão comemorando o aumento das exportações no primeiro trimestre deste ano em relação ao volume embargado no ano passado, no mesmo período.
Os dados da exportação estão apontando outra realidade, não muito interessante, nos últimos anos. É que o nível de concentração das exportações de café tem aumentado nos últimos anos. Maior volume exportado por um número menor de exportadores.
Os 10 maiores exportadores aumentaram sua concentração nas vendas externas de 42,64% do total exportado para 58,58%, levando-se em conta dados anualizados.
Neste mesmo período, de janeiro de 1998 a março de 2002, o preço composto do café calculado pela Organização Internacional do Café (OIC) recuou de 130,61 cents por libra para 49,49 cents.
Eduardo Carvalhaes, analista do Escritório Carvalhaes, tradicional casa de corretagem, explica à Agência Estado que, com a queda nos preços do café no mercado internacional, a margem de lucro dos exportadores ficou menor e a obtenção de ganhos ficou concentrada em negócios em escala.
‘‘Apenas os exportadores capazes de obter grandes escalas de negócio conseguiram lucrar’’, disse. Margarete Boteon, pesquisadora do Cepea, explica que este movimento continua e confirma apenas quem tem ganho de escala está se tornando competitivo neste mercado em um cenário de preços baixos.
Sozinha, a queda dos preços não explica esta concentração, também registrada em outros setores do agribusiness. Outro fator foi importante para acelerar esta concentração nos últimos anos: o plano de retenção. As grandes exportadoras também foram beneficiadas indiretamente pelo Plano de Retenção da Associação dos Países Produtores do Café, tentativa fracassada de se estocar café com a finalidade de elevar as cotações do produto no mercado internacional.

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