O Brasil já é o terceiro maior mercado de blindagem de automóveis do mundo, com frota de 15 mil veículos blindados. Perde apenas para os Estados Unidos e México.
O mercado aumenta à medida em que aumentam também a preocupação e o medo de empresários, juízes e promotores.
A demanda é de 5 mil novas blindagens por ano. O mercado cresce cerca de 30% ao ano, diz Luiz Carlos Mendes, gerente comercial da Vitrotec, de Campo Limpo Paulista (SP).
A empresa é um dos maiores fabricantes de vidros blindados para veículos e residências e este ano está investindo R$ 2 milhões em maquinário e treinamento de pessoal. O investimento visa atender à crescente demanda por veículos blindados.
Interior é alvo - É engano achar que crimes de assaltos e sequestros só ocorrem em grandes capitais. Hoje não há mais fronteira para o sequestro. O interior está na mira. Empresários do agronegócio são vítimas em potencial - observa um especialista na área de segurança.
Neste aspecto, o especialista sugeriu ontem a esta coluna:
‘‘Um pouco de discrição na divulgação de dados sobre grandes transações não faz mal a ninguém’’. Refere-se, principalmente, aos bons resultados auferidos nas safras e nos leilões de gado e cavalos de raça.
Todos sabem que não ‘‘rola’’ dinheiro vivo nesses negócios. Mas indicam sinais de riqueza. Os números vão maximizados para a mídia, para ganhar espaço.
Os dados dos leilões (mesmo manipulados e superestimado, como de hábito), são indicadores de liquidez no setor, uma tentação para assaltantes mais ousados.
Voltando à Vitrotec: Com faturamento próximo aos R$ 25 milhões em 2001, a Vitrotec, planeja um crescimento de 20% neste ano. Para isso, a empresa pretende investir pesado em novo maquinário e na capacitação de funcionários. ‘‘Em dois anos, a empresa dobrou de tamanho. Agora, queremos ampliar a presença, no mercado, da marca Protechtor, que já é uma das mais respeitadas pelas empresas blindadoras, segundo Mendes.
Dias atrás foram feitas blindagens em três automóveis de Maringá. Em Londrina há quase uma dezena. Discretamente.
O medo procede. Outro empresário do setor de blindagem disse ontem a esta coluna que um cliente de Curitiba, além da blindagem, incluiu uma forma original entre as precauções que toma diariamente:
Ele usa o crachá do motorista da empresa. Motorista, mesmo de rico, não é sequestrável. Por enquanto.

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