Oswaldo Petrin
O Brasil está reduzindo gastos com importações. Pelo menos foi o que ocorreu na primeira semana de abril. Balança superavitária, sinal de economia mais estável. Ocorre quando o forte das exportações do agronegócio ainda não estão no seu ponto máximo, o que sugere superávit ainda maior até junho - pico dos embarques dos produtos primários -, desde que as importações se mantenham nos atuais níveis. A queda das importações assegurou o superávit de US$ 43 milhões da balança comercial na primeira semana deste mês.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou ontem (Agência Estado) que a retração nos gastos com importações mais uma vez vem compensando a redução do ritmo de crescimento das exportações e garantindo saldos positivos para a balança comercial. No ano, a balança acumula um superávit de US$ 1,071 bilhão.
Segundo boletim semanal do Ministério do Desenvolvimento, o saldo das importações foi de apenas US$ 881 milhões, com média diária de US$ 176,2 milhões. As exportações somaram US$ 924 milhões, com uma média diária de US$ 184,8 milhões.
As importações na período registraram, pela média diária, uma retração de 23,6% em relação à média de abril de 2001. Caíram principalmente os gastos com as importações de produtos eletroeletrônicos (46,1%), siderúrgicos (31,8%), farmacêuticos (31,1%), automóveis e autopeças (30,4%), instrumentos de ótica e precisão (25,8%) e combustíveis e lubrificantes (16,9%).
Para os técnicos do ministério, além do impacto da redução da demanda interna, também influenciou a queda nas importações, o processo de substituição de importações em importantes setores. A retração das importações na primeira semana de abril ajudou a balança a fechar positiva, mesmo com a queda das exportações. A média diária das exportações no período, de US$ 184,8 milhões, caiu 21,9% em relação à média de abril de 2001, de US$ 236,5 milhões.
Rural/ArgentinaA Sociedade Rural terá um representante na comissão brasileira que estará visitando a Argentina na quinta e sexta-feira para discutir o Mercosul e a crise no país vizinho. O produtor Arnaldo Coelho do Amaral Filho viajará com a comissão, integrada por representantes do Congresso Nacional e vários setores da economia. Na agenda, reunião com o presidente da Argentina, Eduardo Duhalde.
O convite para que a SRP fizesse parte da comitiva foi formalizado no domingo pelo senador Roberto Requião durante visita à 42ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Na opinião de Requião, que é presidente da comissão mista do Mercosul, agora é o momento de o Brasil ser solidário com a Argentina. Segundo ele, países de todos os continentes estão se unindo em blocos econômicos. Ele afirma que a América Latina, que possui nações com conjunturas semelhantes, precisa também formalizar um bloco, para fortalecer suas economias.
A comitiva também manterá audiências com lideranças do congresso argentino, ministros, governadores de províncias e com o embaixador brasileiro, José Gonçalves.





