O Brasil fechou 2001 como o segundo maior exportador de frangos do mundo, abocanhando cerca de 18% do mercado mundial, segundo dados do USDA, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, divulgados ontem pelas agências. Este resultado coloca o frango como o terceiro principal produto da pauta de exportação agropecuária, atrás apenas de commodities como a soja e o açúcar.
No ano passado, o País exportou 1,265 milhão de toneladas de carne de frango in natura e industrializada, o que representa crescimento de 38% sobre o volume do ano anterior.
Os dados aferidos pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef) mostram que a receita chegou a US$ 1,3 bilhão, ante US$ 829 milhões em 2000 - um crescimento de 60%. ‘‘O câmbio favorável e a safra de milho propiciaram um ambiente favorável. Além disso, ainda contamos com a ajuda dos problemas sanitários que atingiram a Europa e a Ásia’’, declarou o presidente da associação, Nildemar Secches, em entrevista à repórter Amanda Brum, da Agência Estado.
Um dado que o executivo fez questão de destacar é que os volumes direcionados aos clientes do exterior representam 19% do total produzido pelo País, ante os 15% de participação registrada no exercício fiscal anterior. Outro fator positivo é que o preço médio do frango cresceu 17% frente ao valor médio de 2000, atingindo US$ 1,054 mil por tonelada.
O grande destaque ficou por conta da Rússia, que registrou um aumento de 400% nas compras de frango brasileiro. No último ano, as remessas para aquele país totalizaram US$ 67,5 milhões, contra US$ 12,7 milhões no ano anterior. A participação do país no total de frangos exportado pelo Brasil ainda é pequena, de apenas 5,2%.
O Oriente Médio, maior mercado, respondeu por US$ 414 milhões, 37% a mais do que os US$ 302 milhões do ano anterior. A participação da região foi de 32% no total de frango vendido ao exterior.
Já as remessas para a União Européia também cresceram muito e atingiram US$ 409 milhões, volume 118% superior aos US$ 187 milhões do ano anterior. A região passou a responder por 32% do total comercializado e adquiriu importância equivalente à do Oriente Médio nas vendas externas de frango.
As vendas para a Ásia chegaram a US$ 275 milhões, frente aos US$ 215 milhões de 2000, o que representa uma melhora de 27% entre um ano e outro. A participação da região foi de 21%. A África respondeu por US$ 26,5 milhões, uma participação de 2%.

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