Crescimento econômico


A indústria nacional está projetando crescimento de até 6% este ano, o que, para alguns setores, na verdade, significa apenas a recuperação dos ‘‘meses perdidos’’ do ano passado, por conta do racionamento de energia. A retomada da produção suspensa no período, não significa necessariamente crescimento. No Sul, livre de apagões, indústria e comércio crescem apostando em expansão real da agroindústria, puxada pelo frango (exportação) e setores moageiros de grãos oleaginosos, apesar do aumento das exportações a granel.
Projeções sobre crescimento da atividade produtiva são bem-vindas, depois de um festival de balanços apontando queda no nível de emprego e desabamento das vendas no varejo.
Ano de eleições, é provável que haja injeção de recursos em alguns setores, como a agricultura. Ou investimentos em obras industriais, que a Nação carente aguarda desde as primeiras privatizações, cujos recursos não criaram o canteiro de obras esperado e, portanto, não contemplaram funções sociais ou programa semelhante. A questão social pode ficar à margem, de novo, do processo de crescimento. É crescimento - e é bom - mas ainda é sem progresso.
Crescem os setores têxtil, agroindustrial e mobiliário. Na economia primária, crescem a safra de grãos, a avicultura de corte e a suinocultura.
Flávio Castelo Branco, coordenador de política econômica da Confederação Nacional da Indústria declarou que, este ano, as exportações da indústria deverão crescer entre 5% e 6%. A estimativa foi feita com base na colocação no mercado de alguns produtos como, por exemplo, os manufaturados. ‘‘O mercado argentino vai ficar muito difícil por causa da crise econômica pela qual atravessa o País. Acredito que vamos ter um crescimento relativamente moderado nas exportações, intensificando-se principalmente no segundo semestre, quando a economia americana deverá apresentar maior vitalidade’’ (Agência Estado).
Em termos nacionais, o racionamento de energia elétrica - resultado da falta de previsão e da incompetência assumida do governo federal - foi um dos principais fatores para a desaceleração da atividade industrial em 2001. ‘‘Nós não temos um levantamento de quanto a indústria deixou de faturar durante o racionamento. Isso porque, além da restrição no consumo, tivemos várias dificuldades, como a crise na Argentina, a elevação da taxa de juros no Brasil e a recessão da economia mundial. No entanto, com certeza, o racionamento de energia elétrica foi um dos principais fatores que contribuíram para essa redução na atividade industrial ao longo do ano passado’’, avaliou.

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