Estoques de álcool


O governo tem um plano para financiar os estoques de álcool nas destilarias. O plano inclui medidas para reduzir o custo da armazenagem do álcool e do açúcar na zona de produção. O plano contempla os Estados de São Paulo e Paraná.

A informação foi dada ontem secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pedro Camargo Neto.

Ele disse apostar em soluções modernas, compatíveis com o atual estágio do setor sucroalcooleiro. Mas não se deve esperar do governo nenhum milagre. O governo está lá para apoiar e cabe ao setor privado trabalhar com maturidade, disse.

Para Camargo, a atividade sucroalcooleira já dá sinais de amadurecimento. Há dois anos o setor vivia uma crise quase igual a do café e hoje somos o primeiro lugar em produção, exportação e produtividade. Este ano foi excelente e teremos como resultado um aumento de produção em 2002.

Os estoques de açúcar e álcool devem estar muito baixos na entrada da próxima safra. O único instrumento para regular a oferta existente hoje é a mistura de álcool anidro na gasolina. O alcance desta medida é, contudo, reduzido. O país não conseguirá escoar todo o aumento de produção esperado para o próximo ano apenas aumentando a mistura, por isso medidas para financiar a estocagem são necessárias.

A partir de 10 de janeiro, a mistura de anidro na gasolina vai sofrer aumento de 22% para 24%.

O secretário acredita que um novo aumento na mistura é viável mas depende de uma mudança na legislação, pois o limite estabelecido por lei é de 24%. Ele acha que o setor pode perseguir a adição de 26%.

Camargo não está levando em consideração estudos da Anfavea que coloca os 14% de mistura como limite máximo.

Camargo participou ontem da primeira teleconferência promovida pelo serviço Agroderivativos, da Agência Estado.

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