Insistir na exportação

O ministro do Comércio, Sérgio Amaral, mostrou-se realista ontem ao falar numa audiência pública na Câmara sobre exportações. Ele, que em geral fala sem firmeza e não transmite segurança, desta vez passou imagem confiável, como sugere o texto da notícia da Agência Estado. De acordo com Amaral, enquanto a nova rodada da OMC estiver em andamento, o Brasil precisará agregar valor aos produtos de exportação, reduzir os juros e facilitar o financiamento aos setores exportadores e ainda realizar a reforma tributária.

Não há nenhuma novidade nisto, segundo agentes do agronegócio das cooperativas. Mas é verdadeiro.

Se isso não for feito até 2005, os produtos brasileiros não terão os ganhos de competitividade necessários para se colocar no mercado mundial.

Amaral reiterou que, independentemente do governo que for eleito em 2002, o País terá ainda de reformar o sistema tributário para permitir o crescimento sustentado da economia.

Para as exportações, a prioridade seria alterar a cobrança do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é de competência estadual, e das contribuições federais que incidem em cascata - o PIS/Cofins e a CPMF. Segundo Amaral, não existe oposição à reforma no País. ''O Legislativo, o Presidente da República e os empresários são todos favoráveis. O problema é que cada um tem sua versão própria de reforma. A questão é conciliar essas idéias'', afirmou.

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