Imposto único


Empresários e agentes econômicos em geral têm razão de sobra para não acreditar na reforma tributária. Não neste governo, pelo menos. No entanto, um grupo de deputados lança hoje, em Brasília, uma campanha pelo Imposto Único Federal. A redação é diferente da proposta original. Na essência, porém, em vez de substituir todos os impostos cobrados no País, o Imposto Único ficaria restrito aos tributos federais.

A nova tentativa parte de políticos, uma précondição para que as pessoas se mostrem desconfiadas. De qualquer forma, a proposta prevê a extinção dos Impostos de Renda (IR), sobre Produtos Industrializados (IPI), Territorial Rural (ITR) e sobre Operações Financeiras (IOF), e das Contribuições para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o PIS, Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), sobre o Lucro Líquido (CSLL) e patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Tudo seria substituído por um único imposto, a ser cobrado nos créditos e débitos bancários, com alíquota de 1,7%.

As siglas mudam, desaparecem e dão lugar para esta nova sigla o IUF - Imposto Único Federal. Mas a voracidade do estado continua. Vejam o que diz um dos precursores da idéia, à Agência Estado, ontem: ''É uma imensa simplificação, cujo resultado em termos de arrecadação seria o mesmo da atual estrutura de tributos federais'', explicou o deputado Marcos Cintra. Ele estima que o IUF arrecadaria R$ 190 bilhões por ano, o mesmo portentoso volume de hoje.

A proposta prevê a manutenção da estrutura de gastos vinculados das receitas federais. Mesmo eliminando o IR e o IPI, seriam garantidos recursos para manter os repasses dos Fundos de Participação e Constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

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