Oswaldo Petrin
Sábado, Dia do Leitor
Rogerio Recco, de Maringá: ''A propósito da apreensão dos papagaios no maleiro de um ônibus em Maringá, na última quinta-feira, torna-se oportuno um comentário.
Durante recente viagem à Europa, organizada pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), pudemos observar num calçadão da La Ramble, uma das ruas mais famosas e centrais de Barcelona, Espanha, o livre comércio de aves brasileiras, entre as quais inúmeros papagaios, que lá eles também chamam de ''loros''. Ficamos todos chocados com isso.
Essas aves, produto de tráfico, são vendidas em vários quiosques estabelecidos ao longo do calçadão. Para um vendedor com o qual conversamos, trata-se de um comércio normal, sem qualquer problema, que acontece durante o ano inteiro, sob as vistas de todos. Nas gaiolas, inclusive, há plaquetas com a inscrição ''Loros brasileÀos''.
Daí a indignação: se no Brasil o tráfico de aves e animais é combatido, por que isto também não acontece lá fora? A imprensa não denuncia? E essas ongs estrangeiras que vivem azucrinando os brasileiros por causa da devastação das florestas, por que não fazem nada?
Nota :Rogério Recco é jornalista da Flamma Comunicação, de Maringá, e presta serviço para Cocamar, Econorte e Associação dos Produtores de Cana.
Dionízio D. Matta, de Bela Vista do Paraíso: ''Gostaria de pedir a essa empresa jornalística a possibilidade de voltar a publicar no Caderno Economia, página Agribusiness, o quadro contendo a tabela de preços dos produtos agrícolas. Tal pedido prende-se ao fato de que muitos agricultores acompanham o mercado através desse jornal e estão nos pedindo que este serviço volte a ser feito.
Nota: Dionízio Domingos Matta é presidente do Sindicato Rural de Bela Vista do Paraíso.
José J.G.Ribas, de Cornélio Procópio: ''Sobre a matéria sob o título ''Sabores de Cornélio Procópio'', cordialmente estamos renovando pedido para que seja corrigido o erro involutário. O gerente regional da Emater/PR é o engenheiro agrônomo José Joaquim Guilhon Ribas e não o colega Manuel Pessoal de Lira.
Nota: José Joaquim Guilhon Ribas é o gerente regional da Emater/Paraná. Desculpe nossa falha.
Marçal Bernardino, de Juranda: ''Gostaria de saber quem está pagando R$ 13,00 pelo saco de milho em Paranavaí, como esse jornal divulgou na terça-feira. Eu venderia tudo para o tal comprador. O máximo que se consegue nessa região é R$ 11,00/11,50, se for venda direta para a granja ou indústria. As cooperativas (Coamo, Coagru, Cocamar e Coopavel) pagam no máximo R$ 9,50 por saco. Com muita sorte, consegue-se R$ 10,00 por saco em Umuarama''.
Nota: Esses preços são valores de transações entre atacado e indústria. Na verdade são ''Cotações de Compra Pelos Atacadistas'', ou seja o preço no atacado. Mas isto, na maioria das vezes, é mencionado no próprio texto. Portanto, este preço é real e vigora nas transações em lote. O que nos impressiona, a julgar pela informação do leitor, é a diferença entre o preço que as cooperativas pagam ao agricultor e o preço que elas vendem: mais de R$ 2,00/saca.
Bety Costa, de São Paulo: ''Temos o prazer em infomar que a campanha ''Nelore Natural - boi de capim, carne saudável'' foi premiada pela Associação Brasileira de Marketing Rural (ABMR) na categoria ''Melhor Campanha do Ano''. O prêmio foi entregue por Nivaldo Carlucci, presidente da ABMR, na noite de quinta-feira, dia 6, no clube Sírio-Libanês, em São Paulo, a Zezito Marques da Costa, diretor da Z+ Comunicação, agência que tem a conta da Nelore, e a Carlos Viacava, presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).
A Z+ Comunicação também recebeu Medalha de Prata pelo segundo lugar em ''Melhores Anúncios'', conquistado com o ''A ACNB está fazendo um lançamento de respeito...respeito pela qualidade e respeito pelo consumidor''. Mais de 200 trabalhos concorreram à premiação da Associação Brasileira de Marketing Rural.
A associação nelorista recebeu ainda outra Medalha de Ouro, na categoria Serviços e Promoção Comunitária, pelo Projeto Saúde Brasil-Carne - campanha educativa apresentada a mais de 10 mil crianças este ano e desenvolvida em parceria com a Tortuga e Embrapa Sudeste - criadora do Saúde Brasil -, também premiados.
Antônio C.T. da Silva, de Maringá: ''A propósito das reportagens sobre transgênicos (Folha Agribusiness dias 30/11 e 1º de dezembro), devo parabenizar o empresário Iwao Miyamoto pela sua posição clara e firme. Afinal, ecologistas falam muito, pela mídia, sobre alimentos orgânicos e entre eles incluem a soja ''convencional'', só porque não é transgênica. Sem entrar nessa questão, pergunto: cadê o mercado que, segundo dizem, paga mais pela soja convencional? Até analistas de algumas consultorias andaram dizendo isto. Mas, cadê? Os países dos ecologistas compram soja e outros grãos dos EUA - organismos geneticamente modificados, é claro. É como o café: cadê o ágio, o melhor preço para quem faz uma boa bebida?. Só se o diferencial ficar para a indústria. Aliás só fica!. Finalmente, devo dizer que nós produtores não vamos plantar soja transgênica ou não-tansgênica por diletantismo. Temos que acompanhar a evolução, como fazem os nossos concorrentes. Pelo jeito, se espararmos alguma vantagem no preço pelo produto não transgênico, o ''natural'' - vamos ser atropelados pela competitividade de quem já optou pela tecnologia genética, de menor custo (esta sim pode ser comprovada!), como fazem Argentina e Estados Unidos. Fazer discurso ecológico é fácil''. Os que defendem a soja convencional e atacam a transgênica, um dia foram críticos radicais da tecnologia convencional.





