Desempenho econômico


A euforia das exportações - impulsionadas muito mais por acidentes sanitários em curral alheio do que por obra e competência brasileiras - colocou a economia primária em falso estado de êxtase. Mas os bons momentos (felizmente não como negá-los) não seriam suficientes para escamotear a nossa crise interna. Os dados iriam transparecer nesses balanços de fim de ano.

E ontem foi a vez do PIB mostrar seu saldo. Os dados expressam uma economia em retrocesso. No mínimo estagnada.

Eis que o Produto Interno Bruto do setor do agronegócio deverá atingir este ano R$ 308,07 bilhões (R$ 306,88 bi ano passado). Nesse cálculo, feito com base nos resultados acumulados até setembro, estão incluídos, além dos resultados da agricultura e da pecuária, o desempenho da agroindústria e dos setores de distribuição e de insumos.

Os dados projetados para o ano refletem o também o baixo desempenho da indústria processadora vegetal. O bom desempenho dos insumos traduz os aumentos de preços desses produtos.

A CNI, apenas para o PIB da atividade agrícola e pecuária dentro das fazendas, estima um valor de R$ 87,31 bilhões neste ano, ou R$ 1,31 bi a mais que o valor obtido em 2000. O PIB da agricultura deverá ficar em R$ 46,10 bi neste ano, enquanto o da pecuária alcançará R$ 41,21 bi. Fontes CNA e AE.

A melhora registrada na agricultura é consequência do aumento das quantidades produzidas na safra de grãos (de 98 milhões de t) e da recuperação dos preços médios de alguns produtos como a soja e cana, no período de entressafra. Já queda no desempenho da pecuária se deve principalmente à redução dos preços pagos ao leite.

A balança comercial do agronegócio deverá alcançar este ano um superávit de US$ 14,5 bi, ante os US$ 11,5 bi obtidos no ano passado. A projeção da CNA é diferente da calculada pelo governo, que prevê superávit de US$ 18 bilhões, porque a entidade utiliza uma lista de 17 produtos eminentemente agrícolas.

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