Oswaldo Petrin
Carro a álcool
A busca de novos combustíveis renováveis deverá ser um grande incentivo à agricultura nos próximos anos. A demanda será crescente e novas tecnologias são desenvolvidas.
Alfred Szwarc, consultor na área de energia e ambiente, disse ontem que, além dos já conhecidos combustíveis de cana-de-açúcar e de milho, está sendo desenvolvida tecnologia para combustíveis vindos da mandioca, palha de arroz, gramíneas, soro de queijo e até de lixo.
Sobre o álcool: estudo dos técnicos da Usina Sabarálcool (SP), divulgado ontem pela empresa, pretende tornar-se argumento em favor da retomada do Proálcool. O estudo compara desempenho de dois veículos Volkswagen, Gol 1000 Special, movidos a álcool e gasolina.
Em quase todos os indicadores, com exceção dos custos de manutenção, que são os mesmos - conforme informação obtida na revendedora autorizada -, o modelo a álcool leva vantagens sobre o modelo a gasolina.
Os dados analisados vão desde o preço dos carros, passando pelo consumo de cada um na estrada e na cidade, taxas de IPVA , seguro obrigatório, licenciamento, emplacamento, preços dos combustíveis na bomba, e também o fator de depreciação do veículo. Os gastos com manutenção de peças foram maiores no carro à gasolina.
Segundo o técnico Fábio Vicari Rezende, quanto maior a quilometragem percorrida, maior economia será vista no bolso do proprietário do carro a álcool. ''Por isso mesmo a maior parte dos taxistas está transformando o motor do seu carro para que seja movido a álcool'', comentou um analista.
Se considerada apenas a economia com combustível, houve uma diferença de R$ 1.125,00 a favor do álcool, já que este obteve custos anuais de R$ 2.075,00 ante R$ 3,2 mil do outro. A diferença significou um acréscimo de 54,22% do veículo a gasolina em relação ao carro a álcool. (Fontes: Agências Folha e Estado).





