Oswaldo Petrin
Chances para crescer
As oportunidades estão escapando pelos vãos dos dedos. A cada dia há um fato novo acenando com ampliação do mercado. Ontem foi divulgada uma pesquisa da União Européia mostrando que aumentou a desconfiança do consumidor europeu na política agrícola e, por consequência, na sanidade dos alimentos produzidos na Política Agrária Comum (PAC) da UE. ''Aftosa e vaca louca reduzem confiança dos europeus'', diz o texto da France Presse. Os novos casos, na Itália, de encefalopatia espongiforme bovina - vaca louca -, mostram que a preocupação do consumidor tem fundamento.
A pesquisa: Só 37% dos pesquisados acreditam na capacidade da Política Agrária de oferecer produtos de origem animal e vegetal sãos e seguros, procentagem em clara baixa frente aos 52% do ano passado.
Enquanto isso, em Rolândia, o dirigente cooperativista e - pode-se dizer - estudioso do mercado, Roberto Rodrigues, disse que a Guerra está fazendo o Primeiro Mundo repensar suas relações com países emergentes. Em tempo de mudança de paradigmas, as barreiras protecionistas não resistem e o agronegócio brasileiro vai deslanchar na esteira dessas mudanças que se prenunciam.
Trânsito O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, autorizou ontem a liberação do trânsito de animais procedentes do Rio Grande do Sul para outros estados livres da aftosa com vacinação, caso do Paraná. Só poderão ser liberados animais e produtos (couros e peles tratados) que estejam a um raio de distância de 25 quilômetros dos 30 focos de aftosa registrados em seis muncípios no estado desde abril deste ano.





