Indústria da habitação

O Brasil tem à disposição, permanentemente, dois setores que, acionados, são capazes de reverter qualquer crise econômica. São setores geradores de emprego e com extrema capacidade imediata de exigenar atividades correlatas ou subsetores.

Um deles é a agricultura e, por extensão, a agroindústria.

O outro, é o da construção civil - mais potente e mais dinâmico até, dependendo da capacidade de investimentos de recursos públicos.

Pena que nenhum dos dois tenha uma política estratégica plausível. Mas, ontem, num rasgo de inteligência, a Caixa Econômica Federal resolveu retomar os financiamentos habitacionais para a classe média. Será a partir de janeiro.

Injeção de recursos na construção civil, que nunca deveria ter parado.

Embora careça de moralidade na âmbito público e de racionalidade no setor privado (a construção civil é campeã do desperdício), o setor é grande distribuidor de rendas e sua função social é fantástica.

Os empréstimos, que estavam suspensos desde o dia 31 de agosto, poderão ser realizados com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. O FAT vai destinar R$ 1 bilhão para a CEF aplicar nesses financiamentos.

A CEF terá o prazo de 15 anos para pagar ao Fundo os recursos emprestados. Este também será o prazo máximo dos novos financiamentos. A taxa de juros a ser aplicada será a TJLP, que está em 10%, mais 4% ao ano. O programa, denominado FAT-habitação, foi aprovado ontem pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

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