Oswaldo Petrin
Prazo para rastrear
A exigência da União Européia com relação a rastreabilidade não é problema. É solução. É assim que dirigentes da pecuária nacional e técnicos oficiais querem encarar as negociações daqui para frente. Ontem o governo decidiu solicitar mais sete meses para implementar o programa de rastreamento de bovinos.
O programa, que deverá conter todos os dados referentes a animais destinados a exportação, deverá ser iniciado em janeiro do ano que vem, para atender a uma exigência da UE.
A comissão técnica responsável pela sua elaboração, em reunião realizada no Ministério da Agricultura, decidiu, no entanto, pedir o aumento do prazo para que os proprietários e as empresas que irão atuar na certificação do projeto se adaptem ao novo sistema.
O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Rui Vargas, em entrevista a Gecy Belmonte, da Agência Estado, informou ontem que, apesar da solicitação para ampliar o prazo de implementação, o programa deverá ser apresentado a UE em janeiro, como está previsto.
Por enquanto, a comissão definiu que o Sistema Nacional de Identificação e Registro de Bovinos será de responsabilidade do Ministério da Agricultura, que irá delegar a certificação de rastreamento dos bovinos a entidades certificadoras. A adesão ao programa será voluntária, e o proprietário irá escolher qual sistema irá adotar para identificar seus animais.
As informações fornecidas pelos proprietários ao órgão de certificação deverão compreender todos os dados desde a origem até o abate do animal (sexo, raça, idade, doenças, tipo de alimentação, complementação alimentar).
O proprietário também terá de informar o tempo em que o bovino se encontra na propriedade e qualquer movimentação que venha a realizar com o animal. Ele explicou que estas informações já são oferecidas atualmente pelos proprietários por meio da Guia de Transportes de Animais (GTA).





