Concordata contestada

E a Boi Gordo? Deu mesmo o que o mercado já previa: há pelo menos dois mandados de segurança impetrados contra o grupo Fazendas Reunidas Boi Gordo S/A, no Tribunal de Justiça do Mato Grosso. O primeiro deles, questionando o cabimento concessão de concordata a empresa, teve o pedido de liminar negado pelo desembargador Mariano Alonso Ribeiro Travassos.

A segunda ação, apresentada pelo advogado José de Almeida Paiva, pede o deslocamento da matéria para São Paulo onde, segundo ele, encontra-se a maioria. Segundo Paiva, o pedido feito na remota comarca de Comodoro em MS, foi um truque para dificultar a reação das vítimas.

Alcool/energia O Brasil poderá ser o primeiro país a conseguir transformar álcool em energia elétrica. O sistema, que ainda está em fase experimental, poderá ser empregado em residências, pequenas e médias empresas, comércio em geral e hospitais e é considerado uma forma limpa de geração energética. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) apresentará amanhã (6) a primeira etapa do projeto no Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica (1º Citenel), promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

''Nosso objetivo é colocar o sistema de forma competitiva no mercado em cinco anos'', disse o gerente de Tecnologia e Alternativas Energéticas da Cemig, José Henrique Diniz, em entrevista Gustavo Paul, da Agência Estado. Além desse projeto, chamado de ''célula combustível'', será apresentado no Congresso o modelo do cartão pré-pago para compra de energia elétrica. Com ele, o consumidor, como já faz com a telefonia celular, poderá comprar em postos autorizados energia elétrica com um cartão inteligente e abastecer o medidor com os quilowatts de que necessitar.

A pesquisa para transformar oxigênio e hidrogênio em fonte limpa e permanente de energia para a humanidade vem mexendo com o mundo científico há bastante tempo. O conceito de células combustíveis vem do início do século 19: ao separar hidrogênio e oxigênio na molécula de água e, depois, juntá-las novamente, há liberação de energia e calor. Pesquisas nesse sentido tiveram grande impulso a partir do programa espacial americano, quando as células combustíveis foram utilizadas para gerar luz e calor nas naves espaciais.

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