Preço dos alimentos

O governo FHC manteve seu plano de estabilidade (?) ancorado num controle superficial do câmbio, no instrumento de política monetária (altas taxas de juros) e, principalmente, em cima do baixo preço pago aos alimentos da terra, de origem animal ou vegetal.
Quase quebrou a agricultura, salva pela bom desempenho das exportações. Agora, o setor começa a dar o troco, involuntariamente. Tantos erros não poderiam perdurar durante tanto tempo.
A cada estatística mensal, oficial, sobre os preços dos alimentos, fica mais claro a importância da produção para conter alta dos preços. Ontem foi um exemplo: os preços do grupo alimentação atingiram (em outubro) a maior variação mensal do ano.
Entre 28 de setembro e esta terça-feira, a Fundação Procon registrou aumento de 3,94% nos preços da comida. Nesse mesmo período, o custo da cesta básica, que nos 68 itens pesquisados além dos alimentos engloba produtos de higiene e limpeza, subiu 3,13%
Os aumentos do grupo alimentação foram puxados por produtos de grande peso no consumo básico da população e que sofrem diretamente a influência do dólar. Entre eles estão o arroz, que ficou 12,97% mais caro neste mês, as carnes de primeira e de segunda que subiram 11,67% e 7,14%, respectivamente, o macarrão com ovos (4,17%) e o biscoito de maizena (3,45%).
O resultado da cesta básica é ratificado pela pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe). Na terceira prévia de outubro, o IPC subiu 0,52% e a alimentação teve alta de 1,31%, com destaque para o arroz (9,53%) e as carnes que, na variação ponta-a-ponta, já aumentou mais de 10%.
O arroz (como mostram dados divulgados pela Agência Estado, ontem - ilustra bem essa nova situação. Não podemos sair contra o reajuste do preço do arroz porque o produtor não estava sendo remunerado. Ele poderia reduzir o plantio na próxima safra. Eu não vejo outra saída, segundo o presidente da Associação Paulista de Supermercados, Omar Assaf.

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