Oswaldo Petrin
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de outubro de 2001
De Londrina 
O 17º Congresso Brasileiro de Avicultura, encerrado, aprovou a ''Carta da Avicultura'', que tem como alvo os impostos. O Brasil precisa melhorar os padrões alimentares e a qualidade de vida para sua população, defende o documento, assinado por industriais e produtores.
Para isso, segundo eles, concorreria de forma positiva a desoneração tributária dos alimentos. No caso específico da avicultura, o consumo de carne de frango no País evoluiu de 10 kg per capita em 1986 para mais de 30 kg em 2001.
A Carta da Avicultura também enfatiza que o falso dilema mercado interno versus exportações de alimentos não se justifica num país com a vocação agrícola do Brasil. ''Podemos, graças à nossa competitividade e vantagens comparativas, alimentar nosso povo e exportar grandes volumes de produtos agrícolas para o mundo, oferecendo expressiva contribuição para o equilíbrio das contas externas''. É o teor da carta.
A propósito, os avicultores consideram que são condições necessárias para uma política efetiva voltada ao equilíbrio das contas externas a urgente adoção de medidas para estimular a poupança interna, a substituição inteligente das importações e, é claro, as exportações.
O documento defende que os candidatos à presidência da República se comprometam, desde já, com a Reforma Tributária, de maneira insofismável e libertando-se da visão unicamente arrecadadora que tem prevalecido.
Finalmente, o documento do setor avícola observa que, ao atingir um novo patamar, fazendo-se presente nos mercados de 82 países, a avicultura precisa continuar mantendo e aprimorando a qualidade e a sanidade daquilo que produz.
Como condição indispensável para manutenção desses mercados e a busca de novos, é preciso, com a participação da iniciativa privada, dar sequência à política de aparelhamento e aprimoramento das instituições oficiais de apoio na área de sanidade, defende a Carta da Avicultura.


