O Paraná aumenta suas exportações no item carne bovina, como mostram dados da Ocepar, nesta página. O setor de agronegócios faz sua parte também em termos nacionais, impedindo pelo terceiro ano, que a balança de pagamentos desabe. Não fosse os itens do agronegócios, o Brasil teria grandes dificuldades em fechar suas contas externas, principalmente agora que o cenário é de recessão, em economia de guerra.
No caso do Paraná, o presidente da Ocepar cita o crescimento das exportações para mostrar que é compensador manter a boa sanidade do rebanho.
Mas a performance das exportações poderia ser melhor se os preços externos não estivessem tão baixo nos últimos meses. Nem a evolução do dólar foi suficiente para contrapor o diferencial de preços.
Apesar disso, nos últimos 12 meses, as exportações do setor somaram US$ 23,24 bilhões, volume 10,8% maior comparado com igual período do ano anterior.
O ministro da Agricultura, Pratini de Morais (entrevista à Agência Estado no último fim de semana) calcula que até dezembro o saldo chegue a US$ 18,5 bilhões, cifra 25% superior à obtida em 2000. A previsão inicial era de um superávit de US$ 15 bilhões para o ano.
Esse crescimento está sendo propiciado, de um lado, pelo aumento nas exportações de carnes, soja, açúcar e milho, e de outro pela redução nas compras de algodão, milho e produtos lácteos.
Outros números interessantes: o resultado externo favorável que a agroindústria vem obtendo neste ano poderá se ampliar em 2002. Avaliação preliminar feita pela Agroconsult, levando em conta sete grandes grupos de commodities (café, açúcar, carnes, soja, milho, algodão e suco de laranja), projeta um crescimento de até US$ 2,5 bilhões na receita de exportações para o próximo ano. As vendas externas desses produtos deverão somar US$ 15,2 bi, ante US$ 12,7 bi previstos para este ano.

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