Oswaldo Petrin
Enquanto, em Curitiba, especialistas faziam previsões otimistas para exportações de produtos do setor primário, no debate promovido ontem pela Ocepar (ver matéria nesta página), em Brasília o governo divulgava medidas de estímulo à exportação, dentro do lema criado pelo presidente FHC ''exportar ou morrer'' - que em outras épocas já foi mais suave e criativo, como na década de 70: ''exportar é o que importa''.
Entre as medidas anunciadas pelo governo, uma delas autoriza a criação de portos e aeroportos ''industriais'', onde os produtos destinados à venda ao exterior poderão ser armazenados ou industrializados sem a cobrança de impostos. Esta medida visa dotar de meios para exportação cidades industriais que sejam polos ou centros geo-econômicos.
E uma medida visa especificamente um setor o de produtos de informática. Para isso, o governo determinou a isenção de impostos nas vendas de peças ou componentes usados na produção final de um equipamento, conforme a Agência Estado, ontem. A isenção só valerá, porém, se tanto a empresa vendedora do produto quanto a compradora estiverem inscritas em um regime especial que prevê a isenção de imposto. A isenção só vale, porém, se as duas empresas cumprirem metas de exportação fixadas pelo governo.
Parmalat A Parmalat fechou um acordo para compra de três fábricas e as marcas Glória e Avaré da divisão de laticínios da Kraft Foods. A empresa informa que o negócio será concretizado até o início de dezembro, após a conclusão de auditoria. Só a partir dessa data as duas marcas serão incorporadas pela Parmalat.
Com o negócio, a empresa eleva sua capacidade produtiva, amplia a participação nos mercados de creme de leite e leite condensado e passa a atuar no segmento de leite em pó.
O faturamento líquido das duas marcas, Glória e Avaré, somou no ano passado R$ 175,4 milhões. O valor do negócio não foi revelado.





