Que a guerra é a variável externa mais forte para mudar perfís de mercado, todos sabemos. O que não dá, ainda, é para arriscar o que pode ocorrer com essas commodities, inclusive as agrícolas. Nem os estudiosos de Wall Street ou da Chicago Goard of Trade, ousariam. O que se ouviu ontem, primeiro dia útil após os ataques, forma conjecturas.
Mas uma coisa é certa: os preços dos seguros dos fretes marítimos tendem a aumentar, como previram, dias atrás os próprios analistas nacionais.
Mesmo assim é bom que se diga: o prognóstico é válido para transportes com itinerário certo: Golfo Pérsico. No caminho, Arábia Saudita, Iraque, Irã, Kuait, Bahrein, Catar e Emirados Árabes.
Como navegar é preciso, afinal o que está partindo, atracando ou em trânsito são contratos já firmados, o jeito é ajustar o custo. Neste caso, o frango brasileiro ajuda a pagar o pato do World Trade Center. Frango cujas exportações para os países árabes cresceram este ano mais de 55%. Também cresceram a carne bovina (241%) e café (67%).
Notícia publicada nesta página aponta a questão das salvaguardas do frete e algumas previsões sobre a carne bovina e o açúcar. Mas tudo são previsões sobre aumento das exportações. Se confirmadas, melhor.
De janeiro a agosto deste ano, US$ 1,342 bilhão - açúcar, frango, minério de ferro, soja e óleo são os principais produtos. Mas a conta das importações de petróleo apresenta um dispêndio bem maior.
Sobre as exportações de carne, para onde convergem as opiniões mais otimistas, vale dizer que as previsões da Associação dos Exportadores são de aumento das vendas, mas a Fao está prevendo um aumento na demanda mundial ''apenas discreto''. A informação está fundamentada no fato de os países em desenvolvimento estarem com sua capacidade preenchida, não tendo muito espaço para aumentar mais.
Subsídio Um dia antes de receber a visita do comissário para Agricultura da UE, Franz Fischler, principal negociador da UE para o comércio no setor, o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, disse ontem que o Brasil não aceitará outra forma de protecionismo que venha disfarçada de preocupação social.

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