Irineu Wessler, de Francisco Beltrão: ''A suinocultura tem condições de ocupar mais espaço no mercado interno. Este mercado nos mostra todos os dias que é um mercado aberto e receptivo, com muito espaço para ser ampliado. Enquanto isso, temos qualidade, temos excelente genética e uma tecnologia de ponta; temos produtores competentes, produzindo uma carne suína que pode ser considerada entre as melhores do mundo, tanto que exportamos. O suinocultor paranaense investe, busca o melhor.
Falta alavancar o consumo. Na verdade falta apenas estimular esse consumo potencial, com marketing, com promoções regionais. Esse é o nosso desafio: vender o nosso produto, que é bom!.
A nossa experiência com a Festsabores , iniciada ontem, é de que os consumidores correspondem ao incentivo.
A carne suína é a mais saborosa e, ao mesmo tempo, a carne que mais aceita sabores. Assim podemos trabalhar a imaginação da culinária.
Além disso, estamos falando de uma proteína barata. O preço reagiu ligeiramente nos útlimos dias, mas geralmente o preço é baixo. Nada justifica um consumo per capita tão baixo (10,8 kg/ano). Na Alemanha é mais de 38 kg per capita/ano.
Hoje, tanto para os preços como para melhorar nosso mercado, ficamos na dependência das exportações. Os preços sobem a cada embarque para a Rússia, Hong Kong ou Argentina. Depois voltam a cair. Exportar é ótimo, mas não é a única saída.
Temos que conquistar o nosso mercado interno. O marketing na grande mídia é caro, mas não é o único. As festas gastronômicas são uma boa divulgação. São como uma vitrine.
No primeiro dia de festa, foram vendidos 300 leitões em poucas horas. O evento, no entanto, é mais amplo: tem shows, palestras técnicas, debates, etc. Além dos mais de 60 vendidos pelos restaurantes instalados no Parque.
No ano passado a nossa festa conseguiu atrair mais de 70 mil pessoas e muito espaço na mídia''.
Nota Irienu Wessler é presidente do Núcleo de Francisco Beltrão da Associação Paranaense de Suinocultores. A Festsabores é um evento que se realiza pela segunda vez, com sucesso, e vai até o domingo.
Luciano Rossi , de Jacarezinho: ''O preço médio do frango vivo tem saído com algumas irregularidades. A cotação na realidade gira em torno de 97 centavos na média. Em mais que uma oportunidade o jornal informou o preço médio como sendo R$ 1,35/quilo. Sugiro que as informações de preços sejam mais abrangentes em termos de região, acrescentando preços de todo o Estado''.
Nota A média de preços objeto de reclação - que procede - não incluiu na oportunidade os preços praticados em Jacarezinho, mascarando desta forma a média real. Agradecemos a colaboração. Outro esclarecimento: às vezes informamos os dois preços: do frango em pé, vivo e do frango abatido, limpo e resfriado, com visível diferença de preços. Mas, nesse casos os dois valores estão corretos, pois tratam de situações diferentes.

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