As exportações do setor de agronegócios devem fechar o ano com uma receita de US$ 14 bilhões (US$ 11,6 bi ano passado), na projeção da CNA, divulgada ontem. Levou-se em conta a desvalorização cambial e a pauta cheia, ou seja tudo o que se exporta e não apenas os produtos da dianteira como complexo soja, café e sucos.
O destaque da pauta deve ficar com o setor carnes não em volume, mas em crescimento. Há aumento das exportações de frango (62% na receita nos oito primeiros meses deste ano) e da carne bovina (14% em receita no período).
Esta projeção independe da crise causada pelo terroristmo. No entanto, para o ano que vem, a CNA não diz, mas as estimativas podem esbarrar na permenência da recessão mundial. Em aumento da recessão ninguém acredita. Mas numa estabilidade defensiva e temporária, principalmente no primeiro semestre.
Para evitar uma recessão interna e mundial, o governo americano recorre ao afrouxamento monetário cujo efeito não é imediato. Vejamos o que ocorre no momento: mesmo com o novo corte da taxas básicas de juros, que levou os Fed Funds para 2,5%, persiste a insegurança sobre quando a economia norte-americana vai se recuperar. A história verdadeira é que ninguém sabe realmente o quanto é necessário, segundo Jay Feldman, economista do Crédit Suisse First Boston, em Nova York à Jacqueline Farid, Agência Estado ontem.
Por outro lado, há consenso de que a atividade econômica norte-americana deve se recuperar em algum momento no ano que vem, mas poucos se atrevem a prever com precisão quando aquilo vai ocorrer. Há expectativa também de que haja novos estímulos fiscais, além dos já anunciados, para complementar o relaxamento agressivo da política monetária. A política fiscal, aliás, é a única outra arma que os economistas vêem à disposição das autoridades americanas para relançar a economia do país.

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