Péricles P. Salazar, de Curitiba: ''Mais uma vez vemos acusações generalizadas contra os frigoríficos do Paraná.
Lamentamos que a Faep esteja continuamente acusando de forma genérica a indústria paranaense. A contratação do consultor José Milton Dallari, ao contrário do que imaginávamos a princípio, não foi com o objetivo de somar e construir um ambiente favorável ao diálogo, permitindo-se que todos os elos da cadeia produtiva da pecuária de corte pusessem suas diferenças de lado e procurassem uma forma de resolver os problemas que afetam a atividade.
Estranhamos que um profissional da envergadura do Sr. Dallari se preste a discutir assuntos da pecuária de corte paranaense, sem o devido conhecimento de suas especificidades, em troca de uma remuneração como consultor, limitando-se a repetir acusações encomendadas.
Preferem difamar a todos e a tudo indistintamente. Não vamos descer a este nível. O Sindicarne tem em todas as oportunidades que pode procurado explicar que como qualquer setor econômico, também sofre com os problemas causados por ações ilícitas. Todavia, estes são a exceção, não a regra. O que diz a Faep sobre os matadouros municipais que colocam em risco as vidas de milhares de pessoas? E sobre os fabulosos lucros dos supermercados que o Sr. Dallari representa? Quem são os verdadeiros vilões da cadeia produtiva? Por que a Faep tem ignorado sempre nossos apelos para que juntos possamos buscar as soluções destes problemas ?
Infelizmente, cada vez mais perdemos a possibilidade do entendimento e do diagnóstico isento de ódios e paixões, face a teimosia em continuar criticando sem mostrar interesse no diálogo construtivo.
Estas denúncias só fazem afugentar os possíveis interessados em instalar indústrias no Paraná. Não conseguem entender que é preciso primeiro sanear o setor como um todo, para posteriormente despertar e induzir novos investimentos. Em última instância, esta forma enviesada de agir via acusações generalizadas acabam tão somente prejudicando interesses dos próprios produtores paranaenses. Esta estratégia de acusações certamente não corresponde ao pensamento majoritário dos pecuaristas, que desejam uma solução comprtilhada e responsável.
Nota: Péricles Pessoa Salazar é presidente executivo do Sindicato da Indústria da Carne do Estado do Paraná (Sindicarnes).
Marta de Souza , de Maringá: ''No dia 8 de outubro, a Noma do Brasil, uma das maiores fabricantes de equipamentos rodoviários estará inaugurando seu novo parque industrial em Maringá.
O novo parque é o que existe de moderno em tecnologia industrial e vai dobrar a capacidade de produção da empresa, destinada ao mercado interno e ao aumento das exportações para a América Latina.
A Noma do Brasil está localizada à Rodovia BR 376, Km 415, no. 336
Sarandi/Maringá.
Marco A. R. de Souza, de Umuarama: ''Gostaria de sugerir que a Folha publique diariamente - e não apenas às terças e quintas-feiras como tem feito - os preços de bezerros no mercado das bolsas. É um indicador importante, mas que essas cotações incluissem todas as faixas de idade e não apenas o bezerro desmamado. Quanto às categorias acima de 10 meses, e o boi magro, algumas informações estão subrevalorizando os animais ao apontar preços da cruza industrial quando na verdade tratam-se apenas de mestiço, sem raça definida, ou nelore puro, diferentemente do cruza industrial, que levou um choque de sangue. A sugestão é que os preços de cruza industrial sejam explicitados, bem como os nelore puro e os mestiços. Há uma diferença entre essas categorias que nem sempre ficam claras, ou simplesmente são omitidas. Se isso for constado, agradecemos pois muitos negócios dos produtores do Paraná, inclusive com interesses em Dourados, Nova Andradina e outras regiões (do Mato Grosso do Sul) são baseados nas informações desse jornal que é um bom serviço que temos por aqui''.
Nota O indicador de preços do bezerro, feito pela Esalq/BM&F, não especifica a categoria por idade. Nem seria necessário já que o preço é determinado por peso (por exemplo: ontem foi R$ 1,860/kg). Admite-se que a diferença, no caso, ficaria restrita entre bezerros, garrotes e bois magros. Quanto aos preços dos bezerros nas diversas faixas de idade e peso, eles vêm acrescidos da informação ''nelore'' ou ''mestiços'', conforme o caso.

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