Embalagem sem Sif



Enlatados, embutidos, conservas, congelados, precozidos, enfim produtos de origem animal e vegetal. O consumidor vai na embalagem e encontra o carimbo ou chancela do Serviço de Inspeção Federal (SIF) que lhe sugere confiança. Na pior das hipóteses sabe a quem recorrer, em caso de problemas de qualidade, sempre à prova, afinal são produtos perecíveis. O carimbo do SIF é um aval.

Melhor daqui para frente que também a embalagem da carne verde deve levar, além do respaldo do Sif, também os dados sobre origem daquela peça. A implantação da rastreabilidade completa é uma questão de tempo.

Estamos evoluindo? Depende. É que o SIF, agora, está com dias contados. Sai o SIF e entra uma multiplicidade de siglas dos governos estaduais e/ou do setor privado, que vão executar a classificação.

A partir de 1º de janeiro, as embalagens não precisarão mais trazer impresso o número de registro do estabelecimento no Ministério da Agricultura. A proibição consta de instrução normativa do MAPA, que concede prazo até 1º de janeiro para que as empresas retirem das embalagens o número de registro.

Segundo o chefe da Divisão de Classificação de Produtos de Origem Vegetal do Ministério, Fábio F. Fernandes - à Agência Estado, ontem - a retirada do registro está sendo determinada para atender a nova Lei de Classificação de Vegetais, de maio de 2000, que transferiu o sistema de classificação de produtos de origem vegetal para o setor privado e os Estados.

O Ministério da Agricultura, no qual a empresa era obrigada a se registrar, agora, é responsável apenas pela fiscalização desse setor.

Fernandes explicou que a exigência de retirada do registro tem como objetivo evitar que empresas possam valer-se desse mecanismo para tirar vantagens comerciais em relação aos concorrentes. ''Uma empresa pode se valer do registro na embalagem para atestar ao consumidor que um determinado produto é mais seguro porque tem o aval do Ministério. Como nós não estamos mais fazendo este serviço, essa prática passa a ser enganosa'', salientou.


leitura dinâmica

- O Ministério da Agricultura não pensa em suspender a instrução normativa criada no ano passado proibindo que médicos-veteriários particulares emitam Guias de Transporte Animal (GTAs).

- Com a instrução, criada por causa da febre aftosa, as guias só podem ser assinadas por profissionais oficiais das secretarias estaduais da Agricultura.

- Quem disse que a instrução não será suspensa foi o delegado da Agricultura em SP, Francisco S. F. Jardim, ontem, em Presidente Prudente.

- A suspensão da instrução resolveria problemas consequêntes de greves de servidores (como ocorreu em SP).

- A greve - que terminou ontem mas pode voltar daqui a uma semana, caso a secretaria não negocie com os funcionários - causou prejuízos ao mercado da carne.

- Em três dias, frigoríficos deixaram de abater 15 mil bovinos e 42 mil suínos.

DROPS

Dallari/Maringá O consultor Milton Dallari, falará segunda-feira, dia 10, às 8h30, na Sociedade Rural de Maringá sobre diretrizes para a comercialização da carne bovina. A convite da Faep e Sindicato local, Dallari participa de grupo de estudo sobre pecuária.

Dallari/Ágide O presidente da Faep, Ágide Meneguette, disse ontem que o mercado está se ampliando mas exige muito conhecimento e profissionalismo dos agentes de negócios e produtores. Não há lugar para amadores.

Boi gordo Apenas duas praças, Umuarama e Paranavaí, pagaram preço máximo de R$ 43,00/arroba, prazo de 30 dias, para descontar Funrural. Vaca variou de R$ 34,00/35,00, em União da Vitória e Pato Branco, a R$ 39,00/39,50, em Apucarana e Paranavaí.

Bezerro/bolsa O indicador do preço do bezerro da Esalq/BM&F fechou ontem a R$ 1,833/kg, alta de 0,55%. O preço a prazo fechou a R$ 1,842/kg, com ganho de 0,66% no dia.


Tratores A boa fase de comercialização da safra refletiu no mercado de máquinas. Em agosto, a indústria aumentou sua produção em quase 10% (4.202 unidades) em comparação com o mesmo mês do ano passado (3.825).

Em alta Mas é no acumulado do ano que se pode avaliar melhor o desempenho dos equipamentos. Juntas, as montadoras produziram 28,9 mil unidades, ou cerca de 27% acima de toda a produção do ano passado (22,7 mil unidades).

Demanda A compra de máquinas pelos agricultores também aumentou: 6,8% em comparação com agosto do ano passado. Em relação a julho houve aumento de 10,7%.

Frota Este ano os agricultores brasileiros adquiram 22.640 máquinas e tratores, volume 14,6% superior ao mesmo período - janeiro a agosto - do ano passado (19.763 unidades). A venda de veículos, porém, caiu. Fonte: Anfavea.

Leite Ministro Pratini, da Agricultura, anuncia na próxima terça-feira, dia 11, um ''reforço'' à linha de crédito para estocagem de excedentes de leite, a juros fixos de 8m75%.

Trigo/P.Grossa O trigo aparece sem cotação na praça de Ponta Grossa, ontem. Melhores preços foram pagos ontem em Maringá e Cascavel, entre R$ 16,00 e R$ 17,40.

Soja/Chicago Soja encerra a semana em baixa. Contratos para setembro fecharam a US$ 4,64/bushel (US$ 10,23/saca de 60 kg), queda de 9,0 centavos de dólar/bushel. Motivo: condições climáticas favoráveis, agora para o início da colheita que deve terminar no final de outubro nos Estados Unidos. Na próxima terça-feira, novo relatório do Usda. Veja na página 4 os preços da soja no Paraná.

Milho/P.Grossa Preço inalterado, variou entre R$ 9,00 e R$ 11,80 na cotação de Compra pelos atacadistas. Demais praças, entre R$ 9,00 e RA 9,50. Preço máximo, em Apucarana, R$ 9,80. Veja preços agrícolas também na pág. 4.

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