Oswaldo Petrin
Carlos A. U. Nabbas, de Paranavaí: ''Não me acostumo com a idéia de ver a imprensa - especialmente esse jornal que é o nosso guia de orientação e aferição do mercado - destacar o preço da arroba do boi com tanto positivismo. Tomando como base a média histórica de 5 anos, 10 anos, ou quanto tempo o senhor quiser, vamos ver que, em dólar, o preço está defasado. Ao câmbio de hoje, estamos pelo menos R$ 3,00 abaixo dos históricos 20 dólares. E, no entanto, nós produtores, vemos na imprensa que o mercado está ''aquecido'' e que o preço do arroba ''bateu US$ 43,00'', mesmo assim, para pagamento em 30 dias. Como se esse valor fosse algo sensacional. Sabemos todos que não é. Os analistas também devem saber que não''.
Nota Este jornal publica preços do dia das regiões Central (Guarapuava), Sul (Ponta Grossa) e Noroeste (Paranavaí/Maringá) e, nem todos os dias, publica os preços do Oeste e Sudoeste. São preços do mercado físico, baseados em fontes locais e indicadores de preços da Bolsa, com base em dados da BM&F e Escola Superior de Agronomia (Esalq). E não tem a pretensão que esses valores sejam absolutamente certo, mas o mais próximo da realidade.
Ricardo G. Strenger, de Ribeirão do Pinhal: ''A Associação Paranaense de Cafeicultores (Apac) não faz previsões de safras. A previsão de 530 mil sacas é do Departamento de Economia Rural (Deral). Quanto ao fato de a produção do ano que vem poder chegar a 1,2 milhão de sacas, devo dizer que é uma mera projeção indicativa da produção das lavouras tendo, como base a média efetivamente produzida no ano anterior, que foi de 2,1 milhões de sacas e a boa recuperação das lavouras''.
Nota: O empresário Ricardo Strenger é presidente da Associação Paranaense de Cafeicultures.
Ywao Miyamoto, de Londrina: ''Com relação à matéria publicada na página de Agribusiness, nesta quarta-feira, 29/8, intitulada ''Apasem confirma aveia nas lavouras de trigo'', venho esclarecer o seguinte:
1) Diferente do que foi publicado, não afirmei que há registro de mistura nas lavouras de trigo plantadas com sementes certificadas e fiscalizadas no Paraná. A maioria das lavouras paranaenses não tem problema de mistura com aveia.
2) No depoimento também afirmei que em decorrência da escassez de sementes certificadas e fiscalizadas para a última safra no Paraná, algumas lavouras utilizaram trigo-grão ou sementes de origens desconhecidas. E que os problemas de mistura, que são poucos em relação à área total cultivada, poderiam ser oriundos destas lavouras.
3) Não é verdadeira a declaração de que ''boa parte do trigo no Paraná está 'contaminada' com aveia''. Tanbém não foi sugerido que agricultores fizessem a retirada manual das plantas de aveia que estariam misturadas ao trigo. Pelo contrário, foi dito que esta é uma prática quase impossível.
4) Foi informado também que para disponibilizar sementes de boa qualidade, suficientes para o plantio da próxima safra, a Associação Paranaense de Sementes e Mudas - Apasem, reunirá todos os setores envolvidos com a triticultura no próximo dia 20, em Curitiba. Na ocasião serão definidas as metas de produção e avaliada a demanda por semente de trigo no Paraná para que não falte sementes certificadas e fiscalizadas no próximo ano agrícola.
5) A Apasem reforça a recomendação para que os agricultores não plantem sementes próprias sutadas por cerealistas, ou ainda de origem desconhecida, a fim de evitar problemas na comercialização.
Nota : Iwao Miyamoto é presidente da Associação Paranaense de Sementes e Mudas (Apasem), ex-presidente da Associação Brasileira (Abrasem) e empresário do setor sementeiro.
DROPS
Café/Strenger O depoimento do presidente da Apac, Ricardo Gonçalves Strenger, sobre o momento da cafeicultura (''Commodity? Não, cafés''. - Para suscitar o debate) é um testemunho interessante. Dias atrás, procurado, por este jornal, Strenger fez colocações instigantes. Ele é um inovador. Tem propostas. O material será divulgado nos próximos dias, para ser lido e debatido.
Recorde lá A Argentina deve colher, no ano agrícola 2001/2002, a maior safra de sua história. Estimativas do governo projetam uma colheita de 73 milhões de toneladas. No início desta semana, a Agência Estado havia antecipado essas previsões em cima de dados da Sociedade Rural Argentina (SRA), que apontara uma área de 26 milhões de hectares.
Milho/área A área plantada com milho cai de 1,85 milhão de hectares na safra 2000/01 para 1,55 milhão de ha na safra 2001/02. E a produção cai de 9,3 milhões de toneladas na safra passada para 7,2 milhões de t na próxima safra.
Queda A previsão de redução maior na safra de milho foi feita com base na redução da produtividade, que também deverá cair de 5 mil kg/ha para 4,6 mil kg/ha. Isso porque a tendência de redução de área deverá se confirmar mais em regiões de produção tecnificada, onde os produtores vão optar pele soja. Informação de Vera Zardo, chefe do Deral, à repórter Vânia Casado, de Curitiba.
Soja/história Já o plantio de soja deverá ser o maior da história do Paraná. A área plantada cresce 8,26%, devendo passar de 2,78 milhões de ha no ano passado para 3 milhões de ha este ano.
Produção A produção esperada, de 8,77 milhões de toneladas poderá atingir até 9,12 milhões de t se repertir a mesma produtividade registrada na safra 2000/2001.
Feijão A safra de feijão foi reavaliada e a área plantada deverá crescer 18%. O plantio foi retomado com as chuvas e deverão ser plantados 380,8 mil t este ano. A produção deverá crescer 21%, passando de 342 mil toneladas para 414 mil t. (Vânia Casado).





