Malan inibiu
tanto o
crescimento
econômico que
confessou:
sem FMI seria
pior


Receita correta
Ontem, após palestra de Fábrio Trigueirinho, na abertura da Reunião da Soja, em Londrina, um empresário do setor se aproximou do conferencista, que acabara de fazer ampla análise do mercado internacional, e observou: ''O País tem que ampliar o mercado interno, tem que potencializar o consumo interno''. Referia-se ao consumo de derivados da soja de forma direta ou indireta, através da carne. Mas a observação é válida para todos os itens.

Só que o governo FHC deu mais uma demonstração, ontem, de que o aumento do consumo interno - que passa pelo aquecimento da economia, distribuição de renda, etc - nada tem a ver com seu ideário.

Basta acompanhar as declarações de Malan, ontem na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, sobre o acardo com o FMI: ''Sem o acordo com o Fundo Monetário Internacional, o Brasil teria um menor índice de crescimento, mais inflação e taxas de juros mais altas no ano''.

Ou seja, não conseguiram, nesses dois mandatos de Real, criar uma base de crescimento, capaz de gerar oportunidades de trabalho, sem inflacionar. Sem a receita do FMI seria pior. Convenhamos que Malan está falando a verdade. Se dependessem apenas da equipe econômica as coisas seriam piores. Tem hora que a gente tem que concordar com eles.

Álcool/açúcar A produção de álcool voltou a cair em relação a do açúcar na segunda quinzena de julho, ao contrário do que era esperado pelo mercado, de acordo com números apresentados ontem pelo setor sucroalcooleiro ao Ministério da Agricultura. Segundo um representante do setor à Agência Estado, a queda foi pequena e não altera a situação de quase paridade entre a produção de álcool e açúcar, para desgosto do governo que tem incentivado o setor a privilegiar a produção do combustível, preocupado com o abastecimento interno.

Na primeira quinzena de julho, os números foram mais favoráveis à estratégia do governo: a produção de álcool cresceu de 50,1% (em junho) para 53,2%, enquanto a de açúcar caiu de 49,9% para 46,8%.

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