Oswaldo Petrin
Espiral do fracasso
PIB menor, inflação maior - no limite da tolerância da receita do FMI -, e os empresários condicionando apoio eleitoral à reforma fiscal. Péssimo para governo FHC. Isto para não falar de indicadores sociais que apontam desemprego, fome, agravamento dos problemas de segurança, etc.
Com relação ao PIB, a projeção que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou ontem não chega a ser surpresa. Em primeiro lugar porque o governo exagerou no otimismo ao apontar meta de 4,3%.
Mas o Ipea, ontem, foi ainda mais duro com a política econômica do governo FHC ao prever uma desaceleração econômica deve ocorrer nos próximos meses devido ao comportamento pouco favorável da demanda interna. Essa tendência deve-se à queda da confiança decorrente do racionamento e da instabilidade cambial. Pesam ainda o aumento dos juros e a consequente retração do crédito.
O instituto prevê que os efeitos do racionamento se darão especialmente na indústria. A previsão é de que a produção industrial deverá cair 0,4% no segundo semestre de 2001, fechando o ano com crescimento de 2,1%. No ano passado, a produção industrial brasileira cresceu 6,5%. (Veja mais neste caderno de Economia).
O empresariado dá o ultimato: agora é definitivo e o setor atrelará a reforma tributária à sucessão do presidente FHC, condicionando eventuais apoios ao compromisso efetivo que os candidatos assumirem com esta bandeira. O governo é verdadeira espiral do fracasso.
Leitura Dinâmica
- Dezenove indústrias do setor avícola acabam de constituir uma nova empresa - que seus dirigentes estão chamando de nova sociedade, para reduzir custos e solucionar gargalos comuns entre as indústrias.
- Esses problemas comuns vão desde aquisição de insumos até a exportação.
- Em resumo, o consenso é a economia de escala.
- A soma da produção dessas indústrias vai representar a segunda maior força no segmento frango.
- Este deve ser um dos trunfos para negociar com fornecedores e para conferir mais competitividade à marca de cada integrante do grupo.
- Os empresários enovlvidos não querem antecipar informações mas devem anunciar a nova sociedade no próximo dia 14, às 12 horas, em Londrina.
- Tal como as redes de supermercados menores, essas indústrias - de pequeno e médio porte - se preparam para enfrentar uma concorrência cada vez mais acirrada em que pontificam gigantes como Perdigão, Sadia e outros.
DROPS
Boi gordo O mercado do boi gordo está perdendo o impulso neste final de semana. As escalas de abate nos frigoríficos estão longas, até quarta-feira próxima, o que esfria a demanda. Em São Paulo foi mantido o preço de R$ 43,00/arroba, com 30 dias de prazo para descontar o Funrural. Fonte: Scot Consultoria (17) 3343-5111. O preço apontado, ontem, pelo Núcleo Regional da Seab em Paranavaí, (44) 423-1498, também ficou em R$ 43,00.
Estável O preço máximo no Paraná também foi de R$ 43,00, com 30 dias para descontar Funrural. Mas este preço foi praticado no Noroeste do Estado. Nas demais regiões os preços ficaram abaixo desse valor, variando a partir de R$ 41,50 no Sudoeste e Oeste do Estado.
Guarapuava Em Guarapuava a arroba do boi variou a partir de R$ 42,00. Houve negócios a R$ 43,00. Na região dos Campos Gerais, tendo como referência Ponta Grossa, e no Norte Pioneiro, os preços variaram a partir de R$ 41,50/42,00 para o boi gordo e R$ 38,00/38,50 para a vaca gorda.
Boi/dezembro No mercado futuro, a arroba foi cotada a R$ 45,39 em dezembro, abaixo do preço de quarta-feira (R$ 45,45). E acima dos preços projetados para outubro (R$ 44,88), setembro (R$ 43,72) e agosto (R$ 42,70).
Soja Mercado oscilou e fechou em baixa na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira para contratos com vencimento este ano. Os contratos com vencimento no período da safra nova fecharam em alta. Os contratos de março foram cotados a US$ 5,11/bushel (11,27/saca de 60 Kg).
Confuso O ambiente confuso na Bolsa foi influenciado pelas exportações semanais dos EUA que apresentaram uma redução de 30% em relação a semana anterior, segundo relatório semanal de exportações divulgado ontem pelo Usda. (Veja mais na página 4).
Interno O mercado interno segue muito atento ao ritmo das cotações da Bolsa, informa o analista da FNP, Adriano José Timossi. Os volumes comercializados permanecem estáveis, e a maioria dos produtores está aguardando por uma alta nos preços do grão.
Paranaguá Em Paranaguá, os preços da soja chegaram a R$ 29,00/sc. Segundo corretoras de Curitiba e Paranaguá, as ofertas também recuaram ontem. O dólar (R$ 2,4660/compra e R$ 2,4670/venda), a exemplo da quarta-feira não exerceu influência sobre o mercado.
Ponta Grossa Em Ponta Grossa, houve aumentos de até R$ 1,20/saca no melhor momento no dia. Em Apucarana, a cotação de compra pelos atacadistas do Sima/Deral apontou variação de R$ 23,50 e R$ 25,00/saca. Em Cascavel, entre R$ 22,70 e R$ 23,40.
Hoje/nervoso A FNP está prevendo um pregão extremamente nervoso para esta sexta-feira. Causa: as especulações em torno do clima nos EUA e a expectativa em torno do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Milho A cotação de compra pelos atacadistas (Sima/Seab) apontou ontem pequena variação de preço em Apucarana, entre R$ 9,00 e R$ 9,50.
Em Ivaiporã, centro de comercialização de cereais do Vale do Ivaí, o preço variou entre R$ 9,00 e R$ 9,20.
Milho/P.Grossa Em Ponta Grossa um preço máximo de R$ 11,50, que variou a partir de 7,50/saca. Em Umuarama e Paranavaí, entre R$ 9,20 e R$ 9,60/saca. Em Umuarama houve poucos negócios a um preço ainda maior: R$ 9,80, segundo o Sima/Seab.





