Oswaldo Petrin
Rodada do Milênio
Os países desenvolvidos se esforçam para manter as nações emergentes à margem do desenvolvimento comercial. A Rodada do Milênio, em Novembro, no Catar, vai mostrar isto. EUA e UE que alimentam divergências históricas, agora estão se articulando para tirar as chances de países como o Brasil e Argentina.
O Brasil assiste com preocupação a composição entre os EUA e UE em torno de uma proposta comum para as negociações de uma rodada multilateral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Diante dessa plataforma comum dos dois maiores sócios da organização, o governo brasileiro reitera que não concordará com o início da rodada se os temas de seu interesse -principalmente a agricultura- não forem incluídos de forma satisfatória.
A convergência das posições dos dois blocos sobre o lançamento da chamada Rodada do Milênio em novembro, no Catar, começou há cerca de três meses. A aproximação tenderá a se verificar principalmente em dois pontos. O primeiro é a aceitação dos negociadores americanos de uma agenda mais ampla - defendida pelos europeus. O outro ponto é a diminuição da agressividade dos EUA contra os subsídios agrícolas concedidos pela União Européia, já que a nova proposta orçamentária para os próximos cinco anos prevê a elevação dos benefícios aos produtores americanos.
O Brasil não pleiteia uma agenda mais ampla. Mas estaria de acordo somente se as negociações agrícolas e as de outros temas de interesse do País forem contempladas de forma satisfatória, afirmou ontem à repórter Denise Chrispim Marin, da AE o embaixador Valdemar Carneiro Leão, diretor da área econômica do Itamaraty.
Em especial, o tema agrícola deve contar com um mandato ambicioso, com prazos definidos e sem limitações. O temor do Brasil em relação à agricultura está na possibilidade de o mandato de negociação dessa rodada nem mesmo mencionar a discussão dos subsídios para o setor.
LEITURA DINÂMICA
- O presidente da Associação Comercial do Paraná, Marcos Domakoski, reúne-se hoje, em Brasília, com dirigentes da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito.
- Assunto: discussão de uma proposta de redução das taxas de juros cobradas pelos cartões de crédito.
- Com procuração para negociar em nome das Associações Comerciais de todo o País, o dirigente empresarial do Paraná, tem estudos e propostas para as empresas de crédito.
- Em São Paulo, a participação dos cartões de crédito no comércio da região metropolitana caiu 17,1% em julho, de acordo com a pesquisa divulgadas ontem.
- Os cartões perderam espaço surpreendentemente para pagamento à vista, entre outras modalidades.
Para a Federação do Comércio de SP, o uso do cartão tem o apoio dos consumidores, mas não dos empresários.
- As condições das administradoras são consideradas muito duras para os comerciantes e os valores cobrados são em geral maiores que dos bancos.
DROPS
Boi gordo Preço da arroba do boi, ontem, no Noroeste do Paraná, segundo a Scot Consultoria: R$ 43,00 (US$ 17,2). Vaca gorda: R$ 39,00. Uma novidade: o preço em Guarapuava, ontem - segundo o Deral -, esteve no mesmo patamar que a região Noroeste: R$ 43,00. Normalmente, os preços no Sul, Centro, Sudoeste e Oeste são mais baixos.
Soja/Chicago Especulações em torno das condições de desenvolvimento das lavouras americanas pressionaram o mercado na Bolsa de Chicago ontem: contratos de setembro fecharam em alta de 7 centavos de dólar/bushel, a US$ 5,06/bushel (US$ 11,15/saca de 60 kg).
Turbulência Para os próximos dias a expectativa é de um mercado turbulento, prevê o analista da FNP Adriano José Timossi. É que o mercado deverá ser pressionado pelo relatório mensal de oferta e demanda do Usda.
Preço interno O mercado interno reagiu ontem ao comportamento da Chicago Board of Trade. No Porto de Paranaguá, os preços variaram entre R$ 27,50 a R$ 28,00/saca, com poucos volumes negociados. Houve pouca oferta também no disponível nas principais praças do Paraná.
Soja/dólar Ontem, A Bolsa de Chicago pesou mais que o dólar - que fechou a R$ 2,4870 -, na formação de preço da soja. Outra mudança de comportamento do mercado é que, ao contrário de segunda-feira, aumentou o interesse pela venda antecipada da safra de verão 2001/2002.
Soja/P.Grossa A Cotação de Compra pelos Atacadistas Sima/Seab variou em Ponta Grossa entre R$ 23,50 e R$ 27,00. Piores preços, segundo boletim do Sima/Seab, foram pagos em Apucarana (entre R$ 23,00 e R$ 25,00) e Campo Mourão: R$ 22,80/saca.
Milho/trava Produtores continuam retendo o milho na expectativa de alta de preços. Acham que há motivos suficientes para uma reação do mercado. Na opinião das cooperativas e corretoras vai faltar milho a partir de setembro. Mas, para esta semana, a FNP descarta altas mais significativas, exceto pequenas variações regionalizadas.
Parnaguá No Porto de Paranaguá, ontem, os preços da saca de milho chegaram a R$ 12,50 no mercado nominal. Em Campinas, ontem, um preço melhor que no Paraná: R$ 11,90, sem grandes volumes comercializados.
Ponta Grossa Mercado calmo na região dos Campos Gerais, uma das principais produtoras de milho. Cotação de Compra Pelos Atacadistas, segundo o Sima/Seab: entre R$ 10,00 e R$ 11,50/saca.
Vale do Ivaí Ivaiporã e região está com preços mais baixos, entre R$ 8,70 e R$ 8,90, segundo o Sima. Preço do milho à vista (Cotação de Compra Pelos Atacadistas), em Apucarana, ontem, variou entre R$ 9,00 e R$ 9,50/saca.
Acordo/Pratini Representantes das indústrias, da Avicultura, suinocultura, Ocepar e Faep estiveram ontem com o ministro Pratini, da Agricultura, informando sobre o acordo no Paraná, para garantir preço de R$ 10,00 ao produtor em fevereiro.
Acordo/Pratini 2 Também apresentaram propostas para que o governo participe do esforço contra redução do preço. Idéia é sustentar um preço que garanta lucro ao produtor sem fortes altas ou fortes baixas, que não beneficiam nem quem produz nem a indústria.





