Brazilian Beef


O governo brasileiro - ainda sem jeito e vontade para atuar no mercado internacional - certamente gostaria que pelo menos uma parte da pauta de exportações fosse como o bem-sucedido frango. Enquanto a maioria dos itens recuou (veja desempenho de julho neste caderno de Economia), o frango se prepara para superar as estimativas. O complexo soja exportou menos, em relação ao mesmo período do ano passado; o avião sofreu redução espetacular; os manufaturados em geral fracassaram.
Em matéria de exportação o frango canta de galo.
Ontem saiu novo balanço da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadoras de Frangos (Abef). As exportações de carne de frango somaram 597.749 toneladas no primeiro semestre do ano, 44,46% acima das 413.792 t do mesmo período de 2000. Os dados foram divulgados pela Agência Estado. As receitas cambiais obtidas com as exportações de frango entre janeiro e junho somaram US$ 644,618 milhões, alta de 69,02% em relação aos US$ 381,380 milhões do mesmo período de 2000.
A meta de exportações de frango para 2001 será superada, garante o consultor José Carlos Teixeira da Silva, ex-presidente da APA. A previsão é de exportações de um milhão de tone ladas e receita cambial de US$ 1 bilhão neste ano. Em 2001, as exportações de frango deverão chegar a 1,1 milhão de t e gerar receita cambial de US$ 1,2 bilhão.
Marketing da carne Hoje o Ministério da Agricultura vai lançar uma campanha promocional da carne bovina. O mercado europeu é o alvo dessa campanha de R$ 5 milhões e o alvo principal é a União Européia. O Programa de Promoção da Carne Bovina Brasileira no Exterior é uma parceria entre governo e associações do setor.
Um filme promocional sobre as características do ‘‘Brazilian Beef’’ será veiculado em um canal de televisão da Europa e cem formadores de opinião serão trazidos ao Brasil para uma visita a regiões produtoras.


leitura dinâmica


A Coca-Cola, em resposta ao hábito popular de se adicionar uma fatia de limão à Diet Coke, lançará em setembro uma versão com sabor de limão na região do meio-oeste dos Estados Unidos, informou ontem a agência Dow Jones.
- Chamada de Coke with Lemon, a nova bebida da companhia vem para concorrer com a Pepsi Twist, uma variação da Pepsi e Diet Pepsi com sabor de limão, ambas lançadas no ano passado.
- A porta-voz da Coca-Cola, Susan McDermott, não quis revelar detalhes sobre a bebida até que ela seja lançada.
- Por enquanto, ela adiantou apenas que a Coke with Lemon irá para as maiores cidades em diferentes mercados ao longo do ano.
- Está nos planos da gigante dos refrigerantes o lançamento do produto no Brasil e Argentina.




drops
Soja/Chicago A soja fechou em baixa ontem na Bolsa de Chicago. Contratos de agosto foram cotatos a US$ 5,09 (R$ 11,22/saca), queda de 3,75 cents de dólar. Razão da baixa foram as notícias sobre o bom comportameto do clima no Meio-Oeste que beneficia as lavouras de soja. As previsões são de clima favorável.
Soja/FNP Porém, no seu boletim de ontem, a FNP Consultoria e Mercado, de São Paulo, observa que nos bastidores predominam rumors de clima quente na próxima semana. O mercado continua em expectativa.
Ponta Grossa A baixa na Bolsa provocou recuo no mercado interno. O volume foi baixo, porém a valorização do dólar possibilitou uma melhoria nos preços do grão em algumas das praças como em Ponta Grossa onde a saca foi cotada a R$ 28,00, um aumento de R$ 1,50/saca, sobre o dia anterior.
Paranaguá No Porto de Paranaguá, a comercialização também foi estável e os preços oscilaram entre R$ 28,30 a R$ 28,50/saca, alta de 5,5% em relação ao preço de ontem. O analista da FNP, Adriano José Timossi, acha que o produtor vai peramencer fora do mercado. Veja mais na página 4.
Soja/BM&F O indicador de Preços da Soja Esalq/BM&F - no atacado - ficou ontem em R$ 27,30/saca, alta de 3,02%. Em dólar, o indicador ficou em US$ 10,94/saca, alta de 1,39%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços disponíveis em cinco praças do Estado do Paraná.
Soja/área A Abiove trabalha com a hipótese de aumento de até 10% na área de soja e produção de 38 milhões a 40 milhões de toneladas. A recente recuperação dos preços internacionais - decorrente de problemas climáticos nos EUA -, combinada com o comportamento do mercado cambial deverá favorecer o plantio de soja na próxima safra.
Boi/indicador O valor à vista em reais do indicador do boi gordo Esalq/BM&F fechou estável ontem a R$ 42,40/arroba. Em dólar, o preço fechou a US$ 17,00/arroba, queda de 1,56%. A prazo, a cotação ficou em R$ 43,13/arroba, alta de 0,14%. Veja na página 4, os preços no Estado do Paraná.
Boi/futuro Cotações do boi gordo, ontem, para novembro: R$ 45,50; para dezembro: R$ 44,90/arroba.
Bezerro O indicador do preço do bezerro da Esalq/BM&F fechou ontem a R$ 1,819/kg, alta de 0,83%. O preço a prazo fechou a R$ 1,830/kg, alta de 0,77%.
Milho A entrada das agroindústrias no mercado do milho ainda não foi suficiente para alavancar de forma significativa a comercialização do produto no mercado interno, tanto com relação aos preços quanto ao volume negociado, informou ontem o analista da FMP, Adriano Timossi. Preços estáveis ontem depois de ligeira alta na terça-feira. Veja na página 4.
Milho/acordo Indústrias e produtores chegaram a uma acordo ontem, em Curitiba, para fixação de um preço de referência em fevereiro. Bateram o martelo nos R$ 10,00/saca que a indústria achou muito e os produtores consideraram baixo.

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