Oswaldo Petrin
O comércio está consciente de que a guerra para tornar civilizadas as taxas cobradas pelos cartões de crédito vai longe e está apenas começando. Nesta e na próxima semana, o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Marcos Domakoski, e assessores se debruçam sobre uma série de dados para formatar uma proposta que será negociada com as administradoras de cartões. Dados e reclamações não faltam e vão dar suporte a uma proposta preliminar que será discutida entre representantes dos usuários e as administradoras.
Não dá para pagar taxas de até 5% de juros/mês, quando o mesmo cartão, em outros países, cobra taxas de 1% a 1,5%. As taxas cobradas pelos cartões não se encaixam na matriz de custos do grande comércio cuja margem é enxuta, pequena, resume o presidente da ACP. Na opinião de Domakoski, a cultura inflacionária ainda permanece nos cartões de crédito.
Alguns comerciantes reclamam apenas das taxas para uso do cartão, outros acham exageradas as taxas cobradas para aluguel da máquina entre R$ 30,00 e R$ 40,00.
A Confederação Nacional das Associações Comerciais delegou a Associação Comercial do Paraná a tarefa de montar uma proposta. O movimento é nacional e o Paraná foi escolhido para liderar o movimento porque aqui há uma capacidade instalada de conhecimentos para embasar o documento que será único e nacional, ou seja representa a expectativa de todos os agentes econômicos que não aceitam juros escorchantes. Mas também não querem prescindir desse instrumento facilitador de consumo, que é o cartão.
Imaginamos que dentro de duas semanas os estudos estarão concluídos para, em seguida, fazermos o contrato administrativo do cartão, previu ontem o presidente da ACP.





